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sex, 26 jun 2026
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Programa Mar Aberto Petrobras: Lula Visita Estaleiro em SC e Destaca Investimento Naval

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O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou, na tarde desta sexta-feira (26), o estaleiro Detroit Brasil, localizado em Itajaí, no norte de Santa Catarina. A inspeção teve como objetivo principal acompanhar a fabricação de embarcações de apoio marítimo offshore destinadas à Petrobras, iniciativa fundamental que integra o Programa Mar Aberto e visa a modernização da frota, impulsionando simultaneamente a economia e a geração de empregos no setor naval brasileiro.

As Embarcações e o Escopo do Programa Mar Aberto

No estaleiro Detroit Brasil, estão sendo construídas dez embarcações cruciais para o suporte logístico, operacional e de segurança de plataformas e navios-sonda em alto-mar. Deste total, seis são do tipo PSV (Platform Supply Vessel), especializadas no transporte de cargas a granel, alimentos, fluidos, equipamentos e materiais essenciais para a operação contínua das plataformas. As quatro restantes, por sua vez, são OSRV (Oil Spill Recovery Vessel), projetadas para identificar, conter e recolher eventuais derramamentos de petróleo no ambiente marinho.

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Além disso, a produção de novos barcos se estende para outro polo catarinense. Mais seis embarcações do tipo PSV estão em estágio de construção no estaleiro de Navship, localizado em Navegantes, município vizinho a Itajaí, a apenas 3,5 quilômetros. Esta série de construções faz parte do Programa Mar Aberto, uma iniciativa estratégica criada com a finalidade de ampliar e renovar a frota utilizada pela Petrobras em suas operações.

Investimento e Impacto na Economia Local

O Programa Mar Aberto prevê a construção de 42 embarcações exclusivamente no estado de Santa Catarina, um empreendimento de grande porte que exigirá um investimento total de R$ 12 bilhões. Diante disso, a expectativa é que esta iniciativa resulte na criação de mais de 5 mil postos de trabalho diretos na região, injetando um significativo impulso na economia local e no desenvolvimento da cadeia produtiva naval.

Tecnologia, Emprego e a Visão Presidencial

Em seu discurso durante a visita, o Presidente Lula enfatizou a importância estratégica da construção de navios no Brasil para o desenvolvimento econômico do país. O presidente ressaltou que a aquisição de produtos e serviços nacionais impulsiona a indústria, fomenta a tecnologia local, gera empregos e, consequentemente, aumenta a arrecadação de impostos, fortalecendo a soberania e a autossuficiência econômica.

A Presidente da Petrobras, Magda Chambriard, corroborou a visão, acrescentando que afora os navios em fabricação, a estatal possui planos para a contratação de novas embarcações. Ela lembrou seu compromisso firmado em janeiro de 2025 de que, até dezembro de 2026, 48 barcos estariam contratados ou com edital em praça, confirmando que a promessa está sendo cumprida com a efetivação de tais contratos.

Conforme Chambriard, a Petrobras também negociou a fabricação adicional de 18 barcaças, destinadas ao transporte de grandes volumes de combustível, e outros 18 empurradores, fundamentais para a movimentação dessas barcaças. Este movimento demonstra a ampla demanda da empresa por infraestrutura naval e seu papel catalisador no setor.

O Impacto Abrangente do Investimento Naval

A Petrobras é amplamente reconhecida como a principal demandante de fabricações de navios no Brasil, exercendo uma influência considerável na revitalização da indústria naval. A projeção da empresa aponta para um investimento robusto de aproximadamente R$ 32 bilhões até 2032 na indústria naval brasileira, por meio do Programa Mar Aberto e com o suporte de recursos provenientes do Fundo da Marinha Mercante (FMM).

Criado em 1958, o Fundo da Marinha Mercante tem um papel histórico e vital no financiamento da expansão e modernização da frota marítima nacional, dos estaleiros e da infraestrutura portuária. Sua atuação é crucial para a sustentabilidade e o crescimento do setor, garantindo a capacidade produtiva e logística do país. Assim, a sinergia entre o Programa Mar Aberto e o FMM fortalece a cadeia naval como um todo.

Adicionalmente, os estaleiros de Santa Catarina não se limitam apenas à fabricação de embarcações de apoio à Petrobras. Eles também desempenham um papel estratégico na construção de embarcações de defesa para a Marinha do Brasil. O governo, através do Programa Fragatas Classe Tamandaré, prevê investir R$ 13,9 bilhões até 2030, sendo R$ 10,5 bilhões provenientes do Novo PAC, com a expectativa de gerar cerca de 2 mil empregos diretos e 6 mil indiretos, consolidando a região como um polo naval de múltiplas vocações.

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