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seg, 27 jul 2026
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Dólar sobe e petróleo despenca em cenário internacional volátil

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O mercado financeiro nacional encerrou a segunda-feira, 27 de julho de 2024, com movimentos distintos: o dólar registrou valorização, enquanto o Ibovespa avançou impulsionado por setores específicos. Por outro lado, o preço do petróleo despencou internacionalmente, reagindo a novos desenvolvimentos geopolíticos e a expectativas sobre a política monetária global.

Dólar se valoriza com cenário externo

A moeda norte-americana à vista fechou o pregão cotada a R$ 5,113, apresentando uma alta de 0,62%. Este patamar representa o maior valor do dólar em duas semanas, uma valorização observada em um dia de desvalorização para o real frente a outras moedas. Contudo, apesar da alta diária em julho de 2024, a cotação ainda acumula uma queda de 0,98% no mês e de 6,86% no acumulado de 2026.

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A pressão sobre o real veio, em grande parte, da forte queda do petróleo nos mercados internacionais. A commodity, da qual o Brasil é um exportador líquido, impacta diretamente os termos de troca do país, tornando o real menos atrativo para investidores externos. Além disso, os agentes do mercado monitoraram a expectativa pela decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, que estava marcada para a quarta-feira seguinte.

Ibovespa avança com impulso de bancos

Enquanto o câmbio refletiu a menor atratividade das commodities, a bolsa de valores brasileira encontrou suporte em um ambiente externo mais favorável ao risco. O Ibovespa, principal índice da B3, subiu 0,74% e encerrou o dia em 175.334 pontos. Ademais, o volume financeiro totalizou R$ 19,2 bilhões.

Essa valorização foi liderada pelas ações de grandes bancos e de empresas mineradoras, que apresentaram desempenho robusto. Portanto, o resultado positivo desses setores conseguiu compensar a forte desvalorização dos papéis de companhias ligadas ao setor de petróleo e gás, que reagiram à queda da commodity. O mercado também acompanhou de perto a reunião do Federal Reserve, aguardando possíveis sinalizações sobre os próximos passos da política monetária norte-americana.

Petróleo registra forte queda global

No cenário internacional, os contratos futuros de petróleo registraram uma correção acentuada, após a disparada observada na semana anterior. O barril de Brent, referência global para a Petrobras, recuou 6,33%, finalizando o dia negociado a US$ 85,87. Por outro lado, o WTI, negociado no Texas, despencou 7,50%, atingindo US$ 82,61.

A principal razão para essa queda expressiva foi o anúncio de uma pausa nos ataques dos Estados Unidos contra o Irã. Esta trégua alimentou as expectativas de uma retomada das negociações diplomáticas entre os dois países, o que diminui os temores de interrupções na oferta global. O então presidente estadunidense, Donald Trump, confirmou que Washington mantinha conversas com Teerã, indicando a possibilidade de um acordo e reduzindo temporariamente o prêmio de risco embutido nas cotações.

Contudo, apesar do recuo dos preços, o mercado permanece vigilante quanto à situação no Oriente Médio. O Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial para o transporte de petróleo, continua operando com certas restrições. A persistência das preocupações com a segurança das rotas mantém a volatilidade do produto elevada.

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