Guarulhos registra uma sequência de enchentes a menos de duas semanas para o encerramento do verão. As chuvas intensas mudaram o cenário que a cidade observava em anos anteriores. Desta vez, os bairros centrais, cortados pelos córregos dos Japoneses e dos Cubas, concentram os principais problemas de drenagem.
O novo mapa da crise hídrica urbana
A Defesa Civil monitora as ocorrências mais graves em Cocaia, Paraventi e Macedo, áreas que o Córrego dos Japoneses atravessa. O transbordamento do Córrego dos Cubas também afetou a Vila Rio de Janeiro e a região central. Na última sexta-feira, a água invadiu o prédio da Câmara Municipal na Vila Sorocabana. Além disso, as pistas laterais da Via Dutra ficaram intransitáveis e agravaram o trânsito local. O motorista pode verificar as condições das vias em tempo real pelo .
Técnicos apontam que essas microbacias urbanas sofrem com uma rede de drenagem antiga e com o asfalto que impermeabiliza o solo. Diferente de outras áreas, a água da chuva atinge as ruas de forma quase instantânea no Centro. A baixa capacidade de absorção do solo atua como o principal gatilho para os alagamentos em Guarulhos nesta temporada.
🔍 Fatos em Destaque: O Verão de 2026
- Sucesso no Leste: Bairros como Cidade Seródio e Malvinas reduziram as enchentes graças ao projeto Viva Baquirivu.
- Avanço das Obras: A prefeitura já concluiu cerca de 70% das intervenções na calha do Rio Baquirivu-Guaçu.
- Alerta no Cecap: Moradores enfrentam alagamentos inéditos após obras em um terreno da CDHU.
- Ponto Crítico: A Avenida Jamil João Zarif ainda apresenta problemas onde as obras de drenagem continuam.
O caso Cecap e a intervenção da CDHU
O bairro Cecap protagoniza um caso alarmante de desequilíbrio ambiental recente. Por décadas, a região não sofria com grandes cheias. No entanto, o cenário mudou após intervenções em um terreno da CDHU. A empresa removeu a vegetação e suprimiu cursos d’água para realizar eventos de grande porte. Essa ação transformou a área em um espaço impermeável, o que impede a absorção natural da chuva e drena o volume diretamente para as ruas e condomínios vizinhos.
Enquanto o projeto Viva Baquirivu mostra que obras estruturantes salvam bairros, a situação no Centro e no Cecap revela falhas no planejamento. Os alagamentos em Guarulhos em 2026 provam que a prefeitura precisa unir a zeladoria à preservação ambiental e à modernização das redes pluviais. Sem esses investimentos, a cidade continuará refém de cada novo temporal que atinge o asfalto da região central.
Você mora no Cecap ou no Centro e sentiu essa mudança no volume das águas neste verão? Acredita que a retirada da vegetação no terreno da CDHU causou esse impacto? Comente abaixo e ajude a cobrar soluções!
