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Alerta de estiagem em São Paulo: fase vermelha para incêndios florestais

Agência SP, a agência de notícias de São Paulo

O estado de São Paulo, incluindo a região de Guarulhos, entrou em junho de 2024 na fase vermelha para o risco de incêndios florestais. Este período crítico, que se estende até outubro, exige atenção redobrada da Defesa Civil e da população devido à seca prolongada. A iniciativa visa prevenir e combater focos de incêndio em todo o território paulista.

Período de estiagem eleva alerta no estado

A Defesa Civil do Estado de São Paulo classifica o intervalo entre junho e outubro como o mais propenso a ocorrências de fogo. A região Sudeste historicamente enfrenta meses de baixa umidade do ar e ausência de chuvas, condições climáticas que são propícias para a rápida ignição e propagação de chamas, especialmente em áreas de vegetação densa. Consequentemente, o risco de incêndios florestais aumenta significativamente.

Para mitigar esse cenário, a Operação SP Sem Fogo atua de forma integrada em todo o estado. Esta ação permanente envolve a Defesa Civil estadual, diversas secretarias, órgãos do Governo de São Paulo, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar Ambiental. O objetivo principal, portanto, é intensificar a fiscalização e garantir uma resposta ágil a qualquer novo foco de incêndio que possa surgir.

Treinamentos preparam equipes para combate

Antes da chegada da estação seca, agentes da Defesa Civil estadual promoveram uma série de treinamentos intensivos. Eles capacitaram brigadas e agentes das defesas civis municipais em 16 regiões distintas do estado. Essa preparação antecipada fortalece a capacidade de resposta local, equipando as equipes para atuar eficientemente em situações de emergência e conter as chamas antes que se espalhem.

População tem papel crucial na prevenção

A colaboração da sociedade é fundamental na prevenção de incêndios, uma vez que muitas ocorrências são causadas por ação humana. Pequenas ações individuais podem fazer uma grande diferença na segurança de florestas e áreas urbanas. Por exemplo, é crucial evitar o uso do fogo para limpar terrenos ou queimar lixo e resíduos de poda, práticas que frequentemente iniciam grandes focos de incêndio descontrolados.

Além disso, a Defesa Civil recomenda não acender fogueiras ou velas próximas a matas, pois o fogo se propaga com velocidade alarmante nessas áreas. Cigarros e fósforos devem ser completamente apagados e descartados em locais apropriados, jamais em vegetação seca ou em acostamentos de estradas. Enquanto isso, a soltura de balões representa um risco ambiental significativo e é considerada crime, podendo provocar acidentes graves e incêndios de grandes proporções.

Proprietários rurais e urbanos devem usar o fogo somente com autorização expressa da CETESB – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo. Caso uma propriedade receba visitantes em dias de alto risco, a suspensão da visitação é uma medida prudente para evitar acidentes. Por fim, a denúncia de balões, queimadas irregulares e incêndios florestais é um dever cívico e pode ser feita às autoridades competentes.

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