Relatório da Juventude de Guarulhos mostra efeitos da Covid-19 na vida de quem tem entre 15 e 29 anos
O 4º Relatório Analítico de Indicadores de Direitos Humanos, que tem como tema “Retratos das juventudes de Guarulhos e os efeitos da pandemia da Covid-19” foi lançado nesta quinta-feira (12) na cidade de Guarulhos. O objetivo do documento é dar voz a pessoas de 15 a 29 anos e entender os principais indicadores desta faixa etária.
A data escolhida para divulgação é por celebrar Dia Internacional da Juventude, cuja iniciativa é do Observatório de Direitos Humanos da Prefeitura. Entre os temas abordados pelo relatório estão saúde mental, emprego e escolaridade no período da pandemia de Covid-19.
O documento de 60 páginas foi confeccionado através da coleta de dados com pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e Conselho Nacional de Juventude (Conjuve).
Além destes, a pesquisa “Efeitos da pandemia do coronavírus na vida dos jovens de Guarulhos”, realizada há alguns meses possibilitou a participação de 935 jovens entre 15 e 29 anos no relatório que busca entender a realidade na qual estão inseridos na cidade.
Qual cenário atual para juventude de Guarulhos?
O Pimentas foi bairro com mais respostas no questionário, e entre os entrevistados, a maioria estuda e não trabalha. Os dados mostram um leve crescimento nas ocupações durante a pandemia, já que os jovens sentiram a necessidade de auxiliar seus familiares na complementação da renda, segundo descrito.
Entre os pesquisados, 45% deles estavam trabalhando antes da pandemia, número que atualmente está em 47%. No quesito educação, 10% dos jovens entrevistados pararam
de estudar durante a pandemia, e o principal motivo apontado foi “não conseguir me organizar com o ensino remoto ou a distância”.
Já no âmbito da saúde mental, cerca de 78,2% disseram que o estado emocional piorou, 46,9% que a alimentação piorou, 61,7% que a qualidade do sono piorou e 65,5% que o condicionamento físico sofreu piora. Outros 71,2% demostraram insônia, 57,2% ganho ou perda de peso, 76% uso exagerado das redes e 83,1% de ansiedade.
Outro dado em evidência é que a maior parte dos jovens que responderam ao questionário apresentaram não ter grandes perspectivas para o futuro. Destes, uma parcela considerável está pessimista sobre o pós-pandemia.
- O resultado completo do relatório pode ser visto aqui

