12.3 C
Guarulhos
qui, 25 jun 2026
- PUBLICIDADE -

Arrecadação federal recorde em maio de R$ 266,8 bilhões impulsiona meta fiscal

PUBLICIDADE

A arrecadação federal no Brasil atingiu o montante recorde de R$ 266,8 bilhões em maio de 2026, conforme dados divulgados pela Receita Federal. Este resultado histórico para o mês, o maior desde o início da série em 1995, foi impulsionado principalmente pelo aumento das receitas ligadas ao petróleo, pela retomada da atividade econômica e por recentes alterações na legislação tributária.

O valor representa um crescimento real expressivo de 10,69% em comparação com maio de 2025, já descontada a inflação. Além disso, no acumulado de janeiro a maio, a União arrecadou R$ 1,32 trilhão, consolidando outro recorde para o período com uma alta real de 6,42%.

PUBLICIDADE

Fatores Chave por Trás do Desempenho Histórico

Impacto da Valorização do Petróleo

A valorização do petróleo no mercado internacional teve um impacto direto e significativo sobre as contas públicas brasileiras. Segundo a Receita Federal, a alta dos preços da commodity, associada ao cenário de tensão no Oriente Médio, elevou substancialmente as receitas com royalties, exploração e a tributação sobre exportações.

Somente em maio de 2026, o imposto de exportação sobre petróleo gerou R$ 1,05 bilhão. Consequentemente, as receitas não administradas pela Receita, que incluem royalties e compensações financeiras pela exploração de recursos naturais, cresceram expressivos R$ 4,1 bilhões. A arrecadação relacionada à extração de petróleo e gás natural atingiu R$ 50,6 bilhões nos primeiros cinco meses do ano, contra R$ 13,2 bilhões no mesmo período de 2025, evidenciando o forte salto.

Crescimento Significativo em Outras Contribuições

Além do setor de petróleo, a Receita Federal destacou o bom desempenho de diversos outros tributos, contribuindo para a arrecadação federal recorde em maio. O resultado foi influenciado pelo aumento da contribuição previdenciária, do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL).

Em maio, o IRPJ e a CSLL somaram R$ 36,7 bilhões, representando um crescimento real de 33,11% em relação ao mesmo mês do ano passado. Ademais, cerca de R$ 7 bilhões desse montante vieram de recolhimentos considerados atípicos, relacionados a mudanças pontuais na legislação tributária.

O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) também registrou um avanço expressivo, alcançando R$ 8,1 bilhões no mês, uma alta real de 31,11% em relação a maio de 2025. No acumulado de 2026, a arrecadação deste imposto soma R$ 41,8 bilhões, mostrando uma notável alta real de 38,77% na comparação com os cinco primeiros meses de 2025.

Reformas Tributárias Contribuem para o Cenário

A arrecadação federal recorde em maio também reflete um conjunto de medidas adotadas pelo governo nos últimos anos. Essas alterações na tributação incluíram fundos exclusivos, offshores, a redução de incentivos fiscais estaduais, ajustes em combustíveis, encomendas internacionais, folha de pagamentos, apostas eletrônicas e juros sobre capital próprio.

Contudo, apesar do impacto dessas medidas legislativas, a Receita Federal salienta que o resultado geral da arrecadação está predominantemente relacionado ao crescimento econômico do país e ao desempenho robusto dos setores produtivos. Isso indica uma base sólida de expansão econômica.

Arrecadação e a Meta Fiscal de 2026

O aumento das receitas ocorre em um momento estratégico para o governo, que busca cumprir a meta fiscal de 2026. Esta meta prevê um superávit primário de aproximadamente R$ 34,3 bilhões, o que equivale a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, um objetivo desafiador para a administração.

Pelas regras do arcabouço fiscal vigente, existe uma margem de tolerância que permite o cumprimento da meta com um resultado que pode variar entre zero e um superávit de cerca de R$ 68,6 bilhões. A legislação também concede ao governo a prerrogativa de retirar determinadas despesas, como valores destinados ao pagamento de precatórios, do cálculo oficial.

PUBLICIDADE

VEJA TAMBÉM

REDES SOCIAIS

30,908FãsCurtir
10,600SeguidoresSeguir
5,417SeguidoresSeguir
3,070InscritosInscrever
PUBLICIDADE

ÚLTIMAS NOTÍCIAS