Natalia Carelli descobriu a asma quando tinha 18 anos, enquanto jogava uma partida de futebol. Sem conseguir respirar normalmente durante a crise, foi levada para casa com “a pior sensação do mundo”, como ela descreve.
Foi ao hospital e há 10 anos faz diferentes tratamentos para controlar a asma. A doença, consiste na inflamação nos pulmões, é crônica e atinge mais de 6,4 milhões de brasileiros segundo números do Ministério da Saúde.
“Eu ainda não consigo aceitar que vou carregar a asma para o resto da vida. Tenho dificuldades respiratórias para praticar alguns exercícios, mas pelo menos não voltei a ter crises agudas”, conta a estudante. Ela se diz preocupada pelo novo coronavírus.
As pessoas asmáticas estão no grupo de maior risco pelo contágio do vírus, que atinge o sistema respiratório. No último dia 5 de maio foi o Dia Mundial de Combate à Asma. A data é lembrada serve para conscientizar as pessoas da importância dos tratamentos continuados.
Ao contrário do caso de Natália, o diagnóstico da asma é comumente feito ainda na infância, quando identificados o chiado no peito, a falta de ar e tosse que podem variar em intensidade e frequência, sendo estes os sintomas mais comuns.
Tratamento e Controle
O diagnóstico é realizado através da investigação de história clínica, exame físico direcionado e exames complementares. Além disso, a doença é multifatorial, já que está ligada a condições genéticas e ambientais somadas aos hábitos e estilo de vida de cada indivíduo.
A pediatra Patrícia Figueira Martins, gestora clínica da Unidade de Internação Pediátrica do Hospital Icaraí esclarece que crianças podem manifestar crises de asma leves a severas. Devido à exposição a vírus respiratórios, a frequência das crises é maior.
A doutora considera ainda que, devido ao período de isolamento social para conter a contaminação pelo Covid-19, há a circulação de outros vírus respiratórios. E com isso, há severo impacto nos quadros inflamatórios de origem infecciosa.
“No entanto, não se pode esquecer de outros estímulos que desencadeiam quadros agudos de asma, como exposição a alérgenos e estresse. Por isso, os cuidados e a atenção para prevenção e reconhecimento precoce dos sintomas de asma devem ser os mesmos, a fim de buscar o tratamento adequado quando necessário”, afirma.
Para o atendimento aos adultos, o Hospital adota protocolos baseados na classificação de risco, além de protocolos gerenciados para patologias específicas. Assim é possível garantir as melhores práticas e o melhor desfecho clínico para todos os pacientes.

