O Auxílio-Aluguel, iniciativa do Governo de São Paulo, registrou um número recorde de atendimentos em junho de 2025, beneficiando mais de 5,3 mil mulheres em situação de violência doméstica em todo o estado. Na região administrativa de Marília, o programa demonstrou um crescimento de 121% no mesmo período, refletindo a expansão das políticas públicas de proteção. A medida oferece suporte financeiro crucial para mulheres que buscam romper o ciclo de violência e reconstruir suas vidas com segurança.
Os dados da Secretaria de Desenvolvimento Social revelam que, em junho de 2025, foram repassados R$ 58,5 mil para 117 mulheres beneficiárias na região de Marília. Este montante representa um aumento significativo em comparação com junho de 2024, quando 53 mulheres receberam R$ 26,5 mil. Desde a implantação do programa, em fevereiro de 2025, 197 mulheres já foram amparadas na região, com um investimento total que supera os R$ 561,5 mil até agora.
A nível estadual, o benefício quase triplicou o número de atendimentos. Mais de 5,3 mil mulheres vítimas de violência doméstica receberam o Auxílio-Aluguel em junho de 2025, enquanto em junho de 2024, esse número foi de 1,8 mil. Este marco representa a primeira vez que o programa ultrapassa a marca de cinco mil mulheres atendidas em um único mês em São Paulo, indicando a crescente demanda e a eficácia da política pública.
Andrezza Rosalém, secretária de Desenvolvimento Social, destacou a importância do recorde de atendimentos. Ela afirmou que o resultado demonstra a força e a urgência de uma política pública focada em amparar mulheres em vulnerabilidade. “Mais do que números, estamos falando de vidas que ganham a oportunidade real de romper o ciclo da violência com dignidade e autonomia”, acrescentou a secretária.
O Auxílio-Aluguel integra as ações do movimento “SP Por Todas”, uma iniciativa que visa fortalecer a rede de cuidado e atendimento especializado para mulheres vítimas de violência. A política pública já alcançou 591 municípios paulistas, reforçando o papel central das redes municipais de assistência social como porta de entrada para o benefício. Desde seu lançamento em fevereiro de 2025, o programa já investiu mais de R$ 24 milhões, beneficiando mais de 8,4 mil mulheres por pelo menos um mês.
Critérios de elegibilidade e como solicitar o auxílio
Criado pelo Governo de São Paulo, o programa concede uma ajuda de custo mensal de R$ 500 por seis meses. Contudo, existe a possibilidade de renovação por igual período, totalizando um ano de suporte financeiro. O objetivo primordial é proporcionar condições seguras e dignas para que mulheres em situação de vulnerabilidade possam se afastar de relações abusivas.
Para solicitar o benefício, a mulher deve possuir medida protetiva expedida pela Justiça e residir no estado de São Paulo. Além disso, é necessário que esteja em situação de vulnerabilidade social e que sua renda, até o momento da separação, não ultrapasse dois salários mínimos. O cadastramento é efetuado através da rede municipal de assistência social nos municípios participantes.
Além do suporte financeiro direto, o programa articula-se com outras políticas públicas municipais existentes. Dessa forma, amplia-se o acesso a serviços essenciais de proteção social, orientação e acompanhamento contínuo para as mulheres atendidas em todo o estado. Esta integração fortalece a rede de apoio, oferecendo uma abordagem mais abrangente à questão da violência doméstica.
Onde buscar apoio em casos de violência
Mulheres em situação de violência doméstica podem buscar auxílio em diversas frentes. A rede de Assistência Social oferece suporte por meio dos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) e Centros de Referência de Atendimento à Mulher, os quais atuam como porta de entrada para muitos serviços.
Na área da Saúde, é possível encontrar amparo em Unidades Básicas de Saúde (UBS), Prontos-Socorros (PS) e hospitais, onde o acolhimento e o encaminhamento podem ser realizados. A Segurança Pública também disponibiliza recursos importantes, incluindo as Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), Distritos Policiais (DPs) e Batalhões da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros para registro de ocorrências e pedidos de proteção.
Finalmente, órgãos do Sistema de Justiça, como o Ministério Público, as Defensorias Públicas e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), oferecem orientação jurídica e representação legal às vítimas. Este conjunto de instituições é fundamental para garantir a proteção e o acesso à justiça para as mulheres.

