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Bélgica goleia EUA em Mundial e ironiza polêmica de suspensão anulada

© Reuters/Albert Gea/proibia reprodução

A seleção da Bélgica garantiu sua vaga nas quartas de final de um torneio Mundial ao aplicar uma goleada de 4 a 1 sobre os Estados Unidos, em partida disputada na cidade de Seattle em 6 de novembro de 2023. O confronto, que ocorreu em meio a uma controvérsia disciplinar envolvendo um jogador norte-americano, colocou os belgas no caminho da Espanha na próxima fase da competição.

Contexto da polêmica

A classificação belga ganhou um sabor especial devido a uma decisão do Comitê Disciplinar da Federação Internacional de Futebol. A entidade havia suspendido o efeito de um cartão vermelho aplicado ao atacante norte-americano Folarin Balogun na rodada anterior, em jogo contra a Bósnia e Herzegovina, permitindo que ele participasse do duelo contra a Bélgica.

A situação gerou grande debate, pois Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, teria contatado o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para solicitar a revisão da expulsão de Balogun. Trump levantou suspeitas sobre o árbitro brasileiro Raphael Claus, que havia mostrado o cartão vermelho, embora sem apresentar provas concretas. Por outro lado, a Bélgica chegou a entrar com um recurso formal, o qual não foi aceito.

Reação belga e nas redes sociais

Diante da polêmica, a Real Associação Belga de Futebol utilizou suas redes sociais para expressar seu descontentamento e ironia. Em uma das publicações, a entidade riscou a palavra “soccer”, termo como o futebol é conhecido nos Estados Unidos, e escreveu “O nome é futebol”. Além disso, em outra postagem, ironizou a liberação de Balogun com a frase “Revertam isso”.

Os próprios jogadores belgas não esconderam a satisfação com o resultado em campo. “Acho que sempre há justiça em algum lugar na vida. Você pode argumentar o quanto quiser, mas não achamos que tenha sido justo. E hoje, acho que isso nos trouxe um pouco de sorte”, declarou o meia Nicolas Raskin aos jornalistas após a partida.

O desempenho em campo

Apesar da presença de Balogun como titular, o atacante norte-americano teve pouca influência na partida, que foi dominada pela Bélgica desde o início. Os Diabos Vermelhos, apelido da seleção belga, foram para o intervalo com uma vantagem de dois gols, ambos marcados pelo atacante Charles de Ketelaere, de 25 anos. Contudo, os Estados Unidos descontaram com Malik Tillman em uma cobrança de falta.

No segundo tempo, a Bélgica ampliou o placar após um erro do goleiro Matt Freese, que falhou ao tentar afastar a bola e resultou no gol do meia Hans Vanaken. Já nos minutos finais, Romelu Lukaku, que entrou na etapa complementar, selou a goleada. Ele inclusive imitou a famosa dança de Donald Trump durante a comemoração, acompanhado por seus colegas de equipe.

Perspectiva do técnico

O técnico da seleção belga, Rudi Garcia, preferiu minimizar o episódio extracampo. Em entrevista coletiva, o treinador francês afirmou que a polêmica não foi utilizada como motivação principal para o elenco. “Não, não foi necessário nem essencial. O que realmente importava era nosso plano de jogo”, resumiu Garcia. Ele também revelou que Balogun o procurou para esclarecer que a culpa da confusão não era do próprio jogador.

Próximo desafio e a nova geração

Com a vitória expressiva, a Bélgica avança para enfrentar a Espanha nas quartas de final, em jogo agendado para 10 de novembro de 2023, às 16h (horário de Brasília), em Los Angeles. Este resultado reforça a emergência de uma nova safra de talentos belgas, que agora busca dar continuidade ao legado da conhecida “geração de ouro”. Nomes como Thibaut Courtois, Kevin de Bruyne e Romelu Lukaku, que foram o elo entre o passado e o presente, compartilham o protagonismo com jogadores como Charles de Ketelaere, prometendo um futuro competitivo para os Diabos Vermelhos.

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