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Bombeiros de São Paulo atuam em resgate pós-terremoto na Venezuela

Agência SP

Uma equipe de elite do Corpo de Bombeiros de São Paulo iniciou uma missão humanitária crucial na Venezuela em agosto, auxiliando nas operações de busca e resgate em áreas devastadas por um terremoto. Os bombeiros paulistas aplicam rigorosos protocolos internacionais para localizar vítimas e estabilizar estruturas em Maracay e Turmero.

A região central do estado de Aragua, especialmente os municípios de Maracay e Turmero, apresenta um cenário de colapso, com edificações severamente danificadas ou totalmente destruídas, além de ruas cobertas por escombros. Esta infraestrutura comprometida exige uma abordagem especializada para garantir a segurança dos socorristas e a eficiência das operações.

O primeiro grupo, composto por onze bombeiros, dois médicos militares e um integrante da Defesa Civil do Estado de São Paulo, partiu no dia 26 de agosto. Dois dias depois, em 28 de agosto, um segundo time, com dezesseis bombeiros e outro agente da Defesa Civil, embarcou para reforçar as equipes no terreno.

A metodologia internacional INSARAG

A atuação das equipes segue à risca a metodologia da International Search and Rescue Advisory Group (INSARAG), um padrão global para operações de busca e resgate em desastres. Este sistema padroniza a avaliação de riscos, a classificação de edificações e a coordenação entre diferentes equipes nacionais.

Conforme a capitão Karoline Burunsizian, porta-voz do Corpo de Bombeiros de São Paulo, os procedimentos da INSARAG são cruciais para otimizar as buscas e garantir a segurança dos socorristas. A adesão a esses protocolos permite uma atuação mais rápida, eficiente e integrada no complexo ambiente de uma catástrofe.

Etapas da operação no campo

No local, os bombeiros paulistas concentram-se nas fases ASR 2 e ASR 3 da operação. Primeiramente, na Avaliação de Setor (ASR 2), as equipes realizam uma análise preliminar das áreas afetadas para identificar riscos estruturais e priorizar os locais de intervenção.

Posteriormente, na fase de Busca e Resgate Rápido (ASR 3), os militares ingressam nas estruturas danificadas. Ali, buscam por vítimas, realizam resgates em locais acessíveis e sinalizam pontos que necessitarão de operações mais complexas e demoradas. Além disso, cães de busca desempenham um papel vital, utilizando seu faro apurado para localizar possíveis sobreviventes sob os escombros, direcionando os esforços das equipes para áreas com maior probabilidade de sucesso.

Preparo e autonomia da equipe paulista

O diferencial da missão reside na preparação contínua dos bombeiros de São Paulo, que recebem formação alinhada aos rigorosos padrões da INSARAG. Contudo, a capitão Karoline Burunsizian enfatiza que essa capacitação técnica proporciona uma atuação segura e altamente eficiente em cenários de extrema complexidade, como o encontrado na Venezuela.

A major Daniela Santos Oliveira, líder da equipe paulista, destacou a importância da autossuficiência da missão. A estratégia visa evitar onerar os recursos locais, que já enfrentam os desafios da tragédia. Portanto, a equipe estabelece sua própria base, com alimentos e equipamentos independentes, garantindo que o auxílio prestado não gere demandas adicionais para o país anfitrião.

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