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dom, 22 maio 2022
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CPI da Pandemia: Nelson Teich afirma que deixou cargo por não aceitar cloroquina

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O ex-ministro da Saúde ainda disse que não sabia da produção de cloroquina pelo Exército e que sua orientação sempre foi contrária ao uso de medicamentos sem comprovação científica

O ex-ministro da Saúde Nelson Teich afirmou, nesta quarta-feira (05), que deixou o governo por ter percebido que não teria autonomia para conduzir a pasta. A declaração foi dada em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as ações do Governo Federal durante a pandemia

Ele ainda afirmou que não sabia da produção de cloroquina pelo Exército e que sua orientação sempre foi contrária ao uso desse e de outros medicamentos sem comprovação científica no enfretamento da crise sanitária. Além disso, ressaltou que a cloroquina tem efeitos colaterais.

Segundo Teich, que ficou menos de um mês no cargo, “existia um entendimento diferente pelo presidente” Jair Bolsonaro, fato que motivou sua saída do comando da pasta.

“O pedido específico [de demissão] foi pelo desejo [do governo] de ampliação do uso de cloroquina. Esse era o problema pontual. Mas isso refletia uma falta de autonomia e uma falta de liderança”, disse Teich.

Pazuello

Questionado sobre a nomeação do general Eduardo Pazuello para assumir o cargo no Ministério da Saúde após sua saída, Nelson Teich apontou para a falta de conhecimento do general sobre assuntos relacionados a pasta.

“Na posição de ministro, acho que seria mais adequado um conhecimento maior sobre gestão em saúde”, afirmou Teich.

O depoimento do ex-ministro Eduardo Pazuello, que estava agendado para esta quarta-feira (05), foi adiado por 15 dias a pedido dele. O general alegou risco de contaminação por ter se encontrado recentemente com pessoas que pegaram Covid-19.

Alguns senadores chegaram a levantar a hipótese de que a história seria uma desculpa para adiar o depoimento. Pazuello é o mais recente ex-ministro da Saúde de Bolsonaro e foi sucedido por Marcelo Queiroga, que deve depor à CPI na quinta-feira (06).

*Com informações da Agência Senado e Agência Brasil

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