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ter, 24 maio 2022
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Estudo aponta que parar de fumar pode multiplicar células saudáveis dos pulmões

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Os pulmões têm uma capacidade quase “mágica” de reparar alguns danos causados ​​pelo cigarro — mas apenas se você parar de fumar, diz um novo estudo científico. As mutações que levam ao câncer de pulmão eram consideradas permanentes e persistentes, mesmo após o indivíduo abandonar o cigarro.

Mas uma descoberta surpreendente, publicada na revista científica Nature e divulgada pela BBC revela que as poucas células que não foram danificadas pelo tabagismo podem regenerar o órgão. O efeito foi observado mesmo em pacientes que fumaram um maço de cigarros por dia durante 40 anos antes de parar de fumar.

As substâncias químicas presentes no cigarro danificam e provocam mutações no DNA das células pulmonares — transformando lentamente as células saudáveis ​​em células cancerígenas. O estudo — que analisou amostras dos pulmões de 16 pessoas, incluindo fumantes, ex-fumantes, indivíduos que nunca fumaram e crianças — mostrou que isso acontece em grande escala nos pulmões de um fumante, antes mesmo de a pessoa desenvolver um tumor.

A grande maioria das células coletadas das vias respiratórias dos participantes fumantes havia sofrido mutações em decorrência do tabagismo — algumas células tinham até 10 mil alterações genéticas. “Elas podem ser consideradas mini bombas-relógio, à espera do próximo ataque que vai levá-las ao câncer”, diz a pesquisadora Kate Gowers, da University College London (UCL), no Reino Unido, uma das autoras do estudo.

Mas, algumas células conseguiram evitar a devastação genética causada pelo fumo. No entanto, depois que alguém para de fumar, são essas células que crescem nos pulmões, substituindo aquelas que foram danificadas. Até 40% das células de indivíduos que tinham abandonado o cigarro se assemelhavam às das pessoas que nunca tinham fumado.

“Há uma população de células que, de certa forma, repõem magicamente o revestimento das vias aéreas, uma das coisas extraordinárias ​​foi que pacientes que largaram o cigarro, mesmo depois de terem fumado por 40 anos, apresentaram regeneração de células que estavam totalmente incólumes à exposição ao tabagismo”, concluiu a pesquisadora.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de pulmão está associado ao consumo de derivados de tabaco em cerca de 85% dos casos diagnosticados. Estudos já mostraram anteriormente que as pessoas podem reduzir o risco de desenvolver a doença praticamente desde o primeiro momento após parar de fumar.

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