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ter, 28 jul 2026
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Brasil registra recorde de exportações e redução do déficit externo em junho

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As contas externas brasileiras apresentaram uma melhora notável em junho de 2024, impulsionadas pelo desempenho histórico das exportações. O Banco Central (BC) divulgou, nesta terça-feira (28), que o país registrou uma queda substancial no déficit em transações correntes, um indicativo positivo para a economia nacional.

<h2>Balança comercial impulsiona redução do déficit</h2>

O déficit em transações correntes alcançou US$ 2,3 bilhões em junho de 2024, representando menos da metade do resultado negativo de US$ 5,2 bilhões observado em junho de 2023. Esta diminuição é atribuída majoritariamente ao fortalecimento da balança comercial do país. Portanto, o saldo positivo do comércio exterior brasileiro cresceu consideravelmente.

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As exportações de bens somaram US$ 36,4 bilhões em junho de 2024, estabelecendo um novo recorde para a série histórica do Banco Central. Este valor representa um crescimento de 24,8% em comparação com junho de 2023. Contudo, as importações também avançaram, atingindo US$ 27,6 bilhões, uma alta de 15,3% no mesmo período de comparação.

Ainda assim, a diferença entre exportações e importações gerou um superávit comercial de US$ 8,8 bilhões em junho de 2024. Esse montante supera os US$ 5,2 bilhões registrados em junho de 2023, demonstrando um aumento de US$ 3,6 bilhões no saldo positivo da balança comercial. Consequentemente, a contribuição do comércio para as contas externas foi fundamental.

<h2>Aumento nas despesas com serviços</h2>

Apesar da melhora expressiva na balança comercial, o déficit na conta de serviços apresentou um aumento de US$ 0,7 bilhão em relação a junho de 2023, totalizando US$ 5,1 bilhões. Este resultado adverso foi influenciado principalmente pelo crescimento das despesas líquidas em setores como viagens internacionais, transporte e serviços de telecomunicações, computação e informação.

<h2>Cenário macroeconômico de 12 meses</h2>

No acumulado dos 12 meses encerrados em junho de 2024, o déficit em transações correntes somou US$ 61,4 bilhões, equivalentes a 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Enquanto isso, em junho de 2023, o saldo acumulado negativo era de US$ 75,5 bilhões, ou 3,52% do PIB. Dessa forma, a redução do déficit em relação ao PIB indica uma tendência de equilíbrio nas contas externas ao longo do tempo.

<h2>Investimentos diretos e de carteira no país</h2>

Os investimentos diretos no país (IDP) registraram ingressos líquidos de US$ 9,1 bilhões em junho de 2024, um aumento significativo frente aos US$ 3,1 bilhões observados no mesmo mês do ano anterior. Em 12 meses, o investimento direto acumulado alcançou US$ 89,3 bilhões, o equivalente a 3,58% do PIB. Portanto, o fluxo de capital produtivo para o Brasil demonstra fortalecimento.

Por outro lado, os investimentos em carteira registraram uma saída líquida de US$ 0,6 bilhão em junho de 2024. Houve uma retirada líquida de US$ 2,2 bilhões em ações e fundos de investimento, mas ingressos de US$ 1,6 bilhão em títulos no mercado doméstico parcialmente compensaram essa saída. Assim, o comportamento desses diferentes tipos de investimento reflete as percepções de risco e retorno dos investidores.

<h2>Reservas internacionais apresentam variação</h2>

As reservas internacionais brasileiras fecharam junho de 2024 em US$ 367,6 bilhões. Este valor representa uma redução de US$ 3,6 bilhões em comparação com maio do mesmo ano. Segundo o Banco Central, essa queda do estoque resultou das variações cambiais entre as moedas que compõem as reservas, das vendas de dólares no mercado à vista e das oscilações nos preços dos ativos financeiros.

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