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Câmara avança com nova regra para livros em salas de aula

Kayo Magalhães / Câmara dos deputados

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que define novos parâmetros para a distribuição de acervos de livros em salas de aula da pré-escola e anos iniciais do ensino fundamental. A medida, de alcance nacional, visa fortalecer o hábito da leitura desde a primeira infância, integrando-se ao Sistema Nacional de Bibliotecas Escolares (SNBE) e impactando diretamente a realidade educacional de municípios como Guarulhos.

O que muda na distribuição de livros

O texto aprovado, que é um substitutivo do relator deputado Pedro Uczai (PT-SC) ao Projeto de Lei 101/22 do deputado Pastor Gil (PL-MA), estabelece diretrizes para a alocação de obras literárias. Antes, a proposta original almejava obrigar a presença de livros paradidáticos e de literatura infantil em cada sala de aula. Contudo, a versão final aprimora a abordagem ao integrar essa distribuição ao SNBE.

Dessa forma, a Lei 12.244/10, que trata da universalização das bibliotecas escolares no Brasil, sofrerá alterações. Por conseguinte, caberá ao Sistema Nacional de Bibliotecas Escolares definir os critérios e parâmetros para que os acervos das bibliotecas escolares sejam redistribuídos para as salas de aula, garantindo um acesso mais estratégico e diversificado ao material.

A importância da leitura na educação infantil

O deputado Pedro Uczai sublinhou a necessidade de desenvolver políticas públicas que promovam o contato com a leitura desde cedo. Essa iniciativa se alinha com estudos pedagógicos que ressaltam o papel fundamental da leitura na formação cognitiva e socioemocional de crianças em idade escolar. Além disso, o acesso facilitado a livros pode estimular a criatividade e o pensamento crítico dos alunos.

A universalização do acesso a bibliotecas escolares, já prevista em legislação anterior, ganha agora um reforço significativo com a proposta de levar os livros ainda mais perto do cotidiano dos estudantes. Tal aproximação do material didático e literário ao ambiente de sala de aula pode catalisar o processo de alfabetização e o desenvolvimento do prazer pela leitura entre os mais jovens, um investimento crucial para o futuro educacional do país.

Próximos passos da proposta legislativa

Apesar da aprovação na Comissão de Educação, o Projeto de Lei 101/22 ainda enfrentará outras etapas importantes no Congresso Nacional. Ele será analisado, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Posteriormente, para que a proposta se converta em lei, necessitará de aprovação tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal.

Enquanto isso, educadores e gestores de redes de ensino, como a de Guarulhos, aguardam o desfecho da tramitação, que poderá trazer mudanças substanciais na gestão e oferta de recursos literários nas escolas. A expectativa é que, com a nova legislação, as diretrizes para a composição e circulação de acervos se tornem mais claras e eficazes, beneficiando milhões de estudantes em todo o Brasil.

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