A ação se deve ao alto número de reclamações de usuários em relação aos serviços de saúde prestados
A Prefeitura de Guarulhos informou nesta segunda-feira (22) ter determinado uma intervenção por 30 dias na gestão do Hospital Municipal Pimentas Bonsucesso (HMPB) e Hospital Municipal da Criança e Adolescente (HMCA).
Ambos são administrados pela Organização Social (OS) chamada IDGT. Segundo o executivo municipal, este prazo pode ser diminuído ou prorrogado conforme a necessidade e andamento dos trabalhos e ocorre após inúmeras reclamações.
“A intervenção tem como objetivo retomar a organização administrativa dos hospitais, a fim de reestabelecer um atendimento digno à população. Nos últimos meses, a Secretaria Municipal de Saúde apurou uma série de descumprimentos contratuais e de atendimento a pacientes, que incluem até mesmo falta de insumos e medicamentos,” diz nota.
Os hospitais também sofrem com ausência de médicos e outros profissionais, que culminam com desassistência à população, cancelamentos de procedimentos e até mesmo cirurgias. Casos que vem sendo noticiados por moradores da cidade nas redes sociais e na grande imprensa.
Antes de determinar a intervenção, a Secretaria Municipal de Saúde diz que buscou durante meses, diversas soluções junto à instituição, apontando falhas e exigindo providências por meio de fiscalização e aplicação de penalidades administrativas. No entanto, as dificuldades não foram sanadas, desta forma, a intervenção se faz necessária.
A Prefeitura de Guarulhos mantém um contrato de 30 meses, que vigora até 31 de julho de 2022, ao custo de R$ 6.929.891,00 por mês, para a gestão do HMPB. Para o HMCA, o contrato que vigora até 2024, tem um custo mensal de R$ 4.990.690,95.
O Hospital Pimentas Bonsucesso conta com 169 leitos, incluindo 24 UTIs, e atende em média mil pessoas por dia em diversas especialidades. Já o Hospital da Criança e Adolescente, com 121 leitos, sendo 15 UTIs, atende 800 pacientes por dia.

