Ocorrendo a fecundação o embrião será transportado para o útero e se implanta no útero cerca de sete dias pós a fecundação, e então, começam a ser produzidos hormônios típicos da gravidez. Sendo dois principais com algumas consequências: HCG (enjoos e vômitos) e o Progesterona (aumento de sono, ressecamento no intestino, manchas escuras em alguns locais da pele, vascularização próximo as mamas e aumentos nas mamas, entre outros).
As mudanças hormonais durante a gravidez e o pós-parto têm um impacto significativo na saúde mental das mulheres. Irei citar o impacto de alguns deles:
Estrogênio e Progesterona:
Esses hormônios desempenham papéis importantes no humor, sono e resposta ao estresse. No entanto, após o parto, esses níveis podem cair drasticamente, o que pode contribuir para alterações de humor, ansiedade e irritabilidade.
Hormônios da Tireoide:
Durante a gravidez, a função da tireoide também pode ser afetada, o que pode influenciar o humor e os níveis de energia. Distúrbios da tireoide podem contribuir para sintomas de depressão pós-parto. Cabe um acompanhamento
Prolactina:
A prolactina é um hormônio associado à produção de leite materno. Seus níveis aumentam significativamente após o parto. Enquanto a prolactina ajuda na amamentação, também pode influenciar o equilíbrio hormonal e o humor.
Cortisol:
Conhecido como o hormônio do estresse, pode aumentar durante a gravidez. Após o parto, os níveis de cortisol continuam elevados, o que pode contribuir para a fadiga e o estresse emocional. portanto se faz necessário uma rede de apoio estruturada. Ressalto que uma gestante exposta de maneira repetitiva ao estresse tóxico, contribui para um risco a gestação ou parto pré-maturo e baixo peso.
Ocitocina:
A ocitocina, muitas vezes chamada de “hormônio do amor”, é liberada durante o trabalho de parto, a amamentação e outros momentos de intimidade. Esse hormônio desempenha um papel crucial nas relações sociais e no vínculo mãe-bebê.
Reforço que o impacto dessas mudanças hormonais varia de mulher para mulher. Algumas mulheres podem experimentar alterações de humor significativas, como a chamada “baby blues” (tristeza e choro nos primeiros dias após o parto) ou até mesmo a depressão pós-parto, sendo essa diagnosticada até o 12° mês pós-parto.
É importante notar que fatores psicossociais, como apoio social, experiências de vida, histórico de saúde mental e o ambiente pós-natal, também desempenham um papel crucial na saúde mental durante esse período.
O acompanhamento médico regular, o suporte emocional e a conscientização sobre as mudanças hormonais podem ajudar a diminuir os desafios associados à saúde mental materna durante a gravidez e após o parto. Portanto, multiplique esse conhecimento.
Saúde Mental Materna Importa! O começo da vida impacta o nosso amanhã!
Daniele Barros é Mãe | Psicóloga Obstétrica | Neuropsicóloga pelo Hospital Albert Einstein | Master Coaching IBC – Autoperformance Feminina | Graduada em Gestão de Pessoas | Pós graduada em Marketing pela Business School São Paulo | Psicologia Analítica Junguiana pela Sociedade Brasileira de Psicanálise Integrativa | Formação em Psicologia Perinatal e da Parentalidade pelo Instituto Mater Online | Aprimoramento em Pré Natal Psicológico pelo IBIPO | Em constante aprimoramento em Saúde Mental.

