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Coluna Aberta: Você já ouviu falar em Ovodoação?

Foto: Divulgação

Atualmente conseguimos identificar um considerável número de mulheres que vivenciam um drama sobre a impossibilidade de engravidar de maneira natural por situações diversas, como por exemplo, baixa reserva ovariana ou até mesmo comorbidades que impedem a utilização do próprio óvulo para concepção, entre outras. Ressalto aqui casais homoafetivos masculinos e pais solteiros.  Diante disso, o tema tem surgido com bastante força entre esses perfis, a ovodoação.

Trata-se de um procedimento onde uma mulher recebe óvulos doados de uma outra mulher. Mas não é algo tão simples, afinal um dos grandes medos que assombra esse tipo de procedimento, é o medo do bebê não ter características similares ao casal e, por esse motivo, as etapas para esse processo nos bancos de óvulos do país apresentam um filtro mais rígido quanto a escolha da doadora para receptora. Além da atenção à saúde ginecológica dessa doadora e idade, as características físicas também são levadas em consideração para a escolha dos óvulos. Inclusive em alguns bancos de óvulos já se pode ter acesso a imagens da doadora quando criança.

O contato entre a receptora e doadora não existe, a doadora não é revelada em hipótese nenhuma, mas as características sim, e por isso, hoje já tem como garantir que esse medo não seja uma sombra, um vilão ou até mesmo um motivo para desistirem da busca da gestação por esse meio. Foi atualizado uma lei onde a receptora pode adquirir óvulos parentais, de familiares até o 4° grau, mas a atenção é sobre não poder receber óvulos consanguíneo (por exemplo, da cunhada da receptora, sendo irmã do parceiro)

Importante lembrar que os personagens dessa história se dão por um casal provavelmente desgastado pela notícia ou ideia da não possibilidade do gestar de maneira natural, por isso, todo esse processo de busca, impactos financeiros, informação, procedimento de descongelamento, possíveis perdas de alguns óvulos adquiridos, até a concepção se faz necessário serem acolhidos ambos, dando espaço para que possam demonstrar seus medos, sentimentos, ambivalências e conflitos.

É uma jornada que tem o apoio da ciência, mas não podemos esquecer que se trata de uma família em construção onde todos ao redor fazem parte do fortalecimento emocional.

*Informação adicional: Em algumas clínicas a doadora de óvulos, sendo uma mulher em tratamento para fertilização (FIV), poderá ser beneficiada com desconto no tratamento. Isso é uma informação interessante, pois sabemos que o custo para solicitação de óvulos e tratamento para fertilização em vitro é alto, quanto mais opções de apoio à essas mulheres, melhor.

Daniele Barros é Mãe | Psicóloga Obstétrica | Coaching – Autoperformance Feminina | Graduada em Gestão de Pessoas | Pós graduada em Marketing pela Business School São Paulo | Psicologia Analítica Junguiana pela Sociedade Brasileira de Psicanálise Integrativa | Formação em Psicologia Perinatal e da Parentalidade pelo Instituto Mater Online | Em formação neuropsicológica pelo Hospital Albert Einstein | Sempre em busca constante aprimoramento em Saúde Mental.

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