27.1 C
Guarulhos
sáb, 02 jul 2022
- PUBLICIDADE -
- PUBLICIDADE -

Coluna Aberta: Quando nasce um bebê, nasce uma mãe?

- PUBLICIDADE -

Algumas pessoas costumam fazer essa pergunta, ou apenas afirmam, indicando certeza de que sim, “a chave vira e nasce uma mãe assim que o bebê sai de dentro dela”.

Seria um conto de fadas dizer que sim, mas não é bem assim.

Essa mãe é construída, assim como a relação com seu bebê. Falando de uma mãe “de primeira viagem”, em sua grande maioria na nossa cultura atual, não teve experiência com cuidados a outro bebê, portanto, não sabe amamentar, dar banho, trocar, tudo é uma aprendizagem diária, não é instinto, é aprendido, desde criança vendo e acompanhando seja presencialmente ou pela mídia.

Importante levarmos em consideração que no ciclo gravídico puerperal, a mulher passa por grandes transformações biopsicossociais. Quando não se considera isso, validamos a invisibilidade da dor e necessidades dessa mulher em sua gestação e puerpério, tão quão a solidão materna.

Quem é ela? Quem é essa mulher que denominamos como MÃE.

Aquela que gera, aquela que tem seu corpo como vaso promovendo vida, aquela que cuida, que nutre, que acolhe, que se doa, ama, que se entrega, mas também, aquela que projeta, sofre, que chora escondido, que se sente sozinha, sobrecarregada, cansada, invisível e culpada. Uma palavra que compõe uma gama de sentimentos ambivalentes, mas que no final, em sua grande maioria, escutamos delas que não sabem SER sem serem mães.

Quantas mudanças sentiu na vida, quantas necessidades não atendidas, muitas delas sem poder ter consigo nos braços o filho por intercorrências no parto ou na gestação.

No início do mês de maio se comemora em alguns países o dia das mães, e nessa época somos tomados por uma energia em comum, que nos faz girar em torno desse pensamento de como demostra algo sobre – importância – a essa figura materna, e então as prateleiras das lojas vão ficando vazias com a procura do presente ideal para a essa mãe, mas convido você a dar uma pausa e a observar, indiferente do dia do ano, o que vê? Olhar para ela te faz sentir o que? O que aprendeu com essa pessoa que chama de mãe? Quais lembranças tem dos olhares que trocaram durante a vida? O que te toca olhar para aquela que, independente das condições biopsicossociais, te nutriu por meses até você nascer com vida?  Será que em um embrulho ou em um dia no calendário é possível caber o que se sente?

Darmos visibilidade e legitimidade para  que possam expor e serem quem sabem ser diante daquele cenário, é uma das formas de respeitarmos uma mãe em sua singularidade, e a essa maternidade cheia de particularidades.

Uma busca em comum da mãe, é ser vistas pelo que é (ser) e não apenas pelo o que faz ou representa.

Daniele Barros é Mãe | Psicóloga Clínica | Graduada em Gestão de Pessoas | Pós graduada em Marketing pela Business School São Paulo | Psicologia Analítica Junguiana pela Sociedade Brasileira de Psicanálise Integrativa | Formação em Psicologia Perinatal e da Parentalidade pelo Instituto Mater Online | Sempre em busca constante aprimoramento em Saúde Mental

VEJA TAMBÉM

BOLETIM COVID GUARULHOS

REDES SOCIAIS

30,908FãsCurtir
10,600SeguidoresSeguir
5,235SeguidoresSeguir
2,880InscritosInscrever
- PUBLICIDADE -

ÚLTIMAS NOTÍCIAS