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dom, 26 jun 2022
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Como a tecnologia ajuda o meio ambiente?

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Há consenso de que a questão ambiental (global e nacional) não vai bem e fazer frente a isso demanda uma série de mudanças. Outra ideia comumente disseminada é a de que, questões ambientais e evolução caminham em direções opostas.

Felizmente a segunda premissa está equivocada e precisa ser desmistificada para que a aliança eficiência-tecnologia-meio ambiente seja levada a termo.

Lembro-me de ter visto um vídeo do ano 2010 da TED Talk (uma organização sem fins lucrativos promovendo conversas com ideias que merecem ser compartilhadas) em que Bill Gates fala de energia. 

Ele concorda que a eficiência da tecnologia é um desafio e tanto porque enquanto a emissão de COnão for reduzida à zero, o planeta continuará seu processo de aquecimento.

Pensando nisso, ele elabora uma equação: CO= P (pessoas)x S (serviços que cada uma utilizaria) x E (média de energia por cada serviço utilizado) x C (COpor unidade de energia) e entendeu pela possibilidade de zerar o ‘E’ da equação e atingir a meta de zerar a emissão de CO2.

O vídeo segue com a apresentação de fontes de energias alternativas aos combustíveis fósseis e seus derivados (petróleo, gasolina, gás natural, carvão mineral, xisto, dentre outros, que quando queimados emitem CO2), bem como as dificuldades de inserção de cada uma.

Como proposta de solução para zerar emissão de CO2, ele sugere implementação de usina nuclear com inovação na queima de urânio e que seria suficiente para gerar energia ao planeta por 60 anos.

A ideia tem algumas lacunas e premissas equivocadas (ou convenientes?) e demanda mais pesquisas em nível mundial, pois cada nação e seus biomas têm um aspecto e características próprias.

Cito como exemplo a afirmação dele de que não há vento constante. O nordeste brasileiro é agraciado com o denominado ‘vento alísio’, sendo intenso e constante o ano inteiro na região, segundo a Revista Brasileira de Climatologia.

A região, aliás, é responsável por 86% da energia eólica produzida no Brasil. Essa energia é produzida a partir da energia cinética do vento (massas de ar em movimento).

A fórmula elaborada por Gates no vídeo sintetiza fatores importantes sobre o clima e da meta possível de trabalhar a eficiência energética com a ajuda da tecnologia.

O Brasil já vem trabalhando essa questão com a ampliação do uso de fontes renováveis de energia. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética em seu relatório síntese de 2020, a oferta interna de energia é 46,1% renovável contra 53,9% não-renovável com destaque para o uso de petróleos e derivados.

Os setores que mais consomem energia não-renovável são o do transporte e das indústrias. Mas aposto que você já deve ter lido ao menos três notícias sobre a invenção de carros movidos à bateria, à hidrogênio e empresas que usam bagaço de cana ou etanol (que emite bem menos COque a gasolina) como combustível para suas máquinas.

Outros fatos ainda podem de alguma forma na conta da emissão de COcomo o minimalismo em que se defende a vida com o uso do que for essencial ou defensores do consumo consciente; invenção de produtos 100% biodegradáveis, ou produtos de sistema de logística reversa com intuito zerar a geração de resíduo e ações de reaproveitamento de alimentos, todos desenvolvidos ou disseminados pelas boas aliadas do meio ambiente: a eficiência e a tecnologia.

Natália Teixeira Dias é Advogada, graduada pelas Faculdades Integradas de Guarulhos,
especialista em Direito e gestão do Meio Ambiente SENAC

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