Uma nova mobilização está marcada para acontecer nesta quarta-feira (26) durante sessão da Câmara Municipal
A greve dos professores municipais entra em seu terceiro dia em Guarulhos, após passeata que partiu da praça Getúlio Vargas e terminou com protestos em frente a Secretaria de educação na segunda-feira (24), ontem os educadores ocuparam o Fácil (Central de Atendimento ao Cidadão) no Bom Clima, o grupo esteve no local para tentar falar com o prefeito Guti (PSD).
Em votação realizada pelo Stap (Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública de Guarulhos) os representantes dos professores decidiram pela continuidade da paralisação, mesmo com a liminar concedida à Prefeitura de Guarulhos na segunda-feira (24) considerando a greve abusiva. Uma nova mobilização está marcada para acontecer nesta quarta-feira (26) durante sessão da Câmara Municipal, na Av. Guarulhos.
O motivo principal da greve, segundo o sindicato, é a adesão da Prefeitura ao piso nacional do magistério.
A prefeitura emitiu uma nota anunciando descontará dias parados de professores, confira:
Diante da decisão do juiz Guilherme Gonçalves Strenger, vice-presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que concedeu liminar à Prefeitura de Guarulhos nesta segunda-feira (24) considerando a greve abusiva e obrigando os professores a comparecerem à sala de aula, a Prefeitura de Guarulhos informa que os dias parados serão descontados de todos que não compareceram ao trabalho nestes dias.
Na decisão, o juiz leva “em consideração os graves prejuízos que podem ser causados pela paralisação e considerando a proximidade da data da audiência de conciliação”. Ele deferiu o pedido liminar para determinar que a integralidade dos servidores e trabalhadores do quadro do magistério da Prefeitura de Guarulhos permaneça em atividade, sob pena de multa diária de R$ 10.000 (dez mil reais) no caso de descumprimento. A audiência de conciliação será na tarde da próxima quinta-feira (27).
A Prefeitura de Guarulhos esclarece que atende a reivindicação do movimento, já que todos os professores da rede municipal recebem mais que o piso nacional da educação. Cerca de 130 que estavam abaixo do piso, tiveram a situação regularizada e receberam as diferenças retroativas a janeiro na semana passada.

