O Governo de São Paulo instituiu o **Comitê Violência Mulher SP**, uma iniciativa crucial para combater a violência de gênero. Esta medida, formalizada em portaria no Diário Oficial do Estado na **última sexta-feira (10)**, visa fortalecer a integração entre diversas entidades. **Portanto**, otimiza as políticas públicas voltadas à proteção de vítimas no estado.
A criação deste comitê representa um avanço decisivo na forma como a administração pública enfrenta o grave problema. O cenário atual exige respostas rápidas e coordenadas contra a violência que afeta inúmeras mulheres diariamente. O objetivo principal é garantir um combate sistêmico e eficaz.
Comitê Violência Mulher SP: Nova Estrutura de Articulação
O novo colegiado será composto por integrantes do Núcleo Estratégico Interdisciplinar do SP Mulher. Participam também outros membros do governo paulista, além de representantes do Tribunal de Justiça, Ministério Público e Defensoria Pública. **Nesse sentido**, a sociedade civil também terá voz ativa.
A proposta central é reunir especialistas para analisar dados, propor soluções eficazes e monitorar ações de enfrentamento à violência doméstica e familiar. O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou: “Estamos integrando inteligência, tecnologia e atuação conjunta para garantir respostas mais rápidas e proteção efetiva às vítimas.”
Ele destaca que esta é uma política pública estruturada, baseada em dados e focada em **salvar vidas**. A formação multidisciplinar do comitê garante uma abordagem abrangente e especializada. **Além disso**, visa a responsabilização dos agressores.
Ações Ampliadas e o Programa SP Mulher
Essa iniciativa se alinha ao programa SP Mulher, criado em **2023** pela Secretaria da Segurança Pública para tratar de todos os assuntos de violência doméstica. O movimento SP Por Todas, do Governo de São Paulo, também integra estas ações de prevenção e acolhimento feminino. **Consequentemente**, há uma sinergia importante.
A secretária de Políticas para a Mulher, Adriana Sampaio Liporoni, reforça: “Quando uma mulher procura ajuda, é dever do Estado responder de forma organizada, acolhedora e efetiva.” A meta é ampliar o acesso à proteção e às ferramentas para romper o ciclo de violência. **Portanto**, nenhuma mulher estará sozinha.
A criação do comitê faz parte de um pacote de medidas anunciado em **30 de março**. Ele inclui a abertura de **69 novas salas de Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs)** nos próximos **quatro meses**. Também prevê a inclusão prioritária de órfãos de feminicídio no programa SuperAção SP.
Aumento da Capacidade de Atendimento e Tecnologia
Desde a implantação do SP Mulher, a estrutura de atendimento teve um aumento significativo. As DDMs com funcionamento **24 horas** saltaram de **11 unidades em 2022 para 18 previstas para 2025**. No mesmo período, as Salas DDM cresceram de **66 para 170**, ampliando o acesso especializado.
Os dados indicam um avanço na capacidade de acolhimento. O número de mulheres atendidas em casos de violência doméstica subiu de cerca de **96 mil em 2022 para mais de 200 mil em 2025**. A integração de sistemas e o uso da tecnologia impulsionam este crescimento expressivo. **Adicionalmente**, o Plano de Metas Decenal de Enfrentamento à Violência Doméstica foi aprovado.
Iniciativas tecnológicas incluem as Cabines Lilás nos centros de operações da Polícia Militar e o monitoramento eletrônico de agressores. O aplicativo SP Mulher Segura permite acionamento de emergência através de um botão do pânico. Essas ferramentas garantem respostas mais rápidas e segurança.
A implementação do **Comitê Violência Mulher SP** representa um marco na abordagem da segurança pública para mulheres. Ele sinaliza um compromisso governamental mais robusto e sistêmico. Este esforço é fundamental para mudar a realidade de milhares de cidadãs paulistas e construir um futuro mais seguro.
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