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Cooperação China Brasil: Pequim Defende Soberania Brasileira e Propõe Ampliação de Laços

© REUTERS/Patrick Doyle/ Proibido reprodução

A China, através de seu Conselho de Estado, expressou nesta terça-feira (2) em Pequim, durante o Diálogo Estratégico Abrangente China-Brasil, seu firme apoio à soberania, independência e autonomia brasileiras. A manifestação ocorreu em um contexto de crescentes tensões comerciais, com os Estados Unidos ameaçando impor novas tarifas sobre produtos do Brasil, impulsionando a busca por maior cooperação bilateral e regional.

Apoio à Soberania e Parceria Estratégica

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, reiterou o posicionamento de Pequim como uma “amiga confiável” dos países da América Latina e do Caribe. Ele enfatizou a disposição de aprofundar e expandir a cooperação geral com nações da região, incluindo o Brasil, consolidando laços históricos e diplomáticos.

Ademais, Wang Yi declarou que a China “apoia o Brasil na defesa de sua soberania nacional”, além de incentivar a manutenção de sua independência e autonomia. Assim, o país asiático busca promover um maior desenvolvimento mútuo, alinhado aos interesses e desafios compartilhados entre as duas nações.

Cenário Geopolítico e Desafios Conjuntos

A manifestação chinesa surge em um momento delicado nas relações comerciais globais, especialmente após a proposta do governo dos Estados Unidos de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros não considerados estratégicos. Por conseguinte, a aproximação entre Brasil e China ganha relevância estratégica, buscando fortalecer suas posições no cenário internacional.

Wang Yi defendeu, ainda, que Brasil e China avancem na construção de uma comunidade bilateral, visando enfrentar conjuntamente diversos desafios externos. O objetivo é gerar maior sinergia para os processos de modernização de ambos os países e fortalecer a união do chamado “Sul Global”, uma aliança de nações em desenvolvimento.

Ampliação da Cooperação e Multilateralismo

O chanceler chinês também destacou a necessidade de aprimorar os intercâmbios e a cooperação em diversas áreas. Incluem-se cultura, educação, turismo, esportes, relações subnacionais, juventude e meios de comunicação, promovendo um engajamento amplo e multifacetado entre os povos.

Além disso, Wang reiterou a importância de fortalecer a comunicação e a coordenação em mecanismos multilaterais. Dessa forma, ele citou a atuação conjunta nas Nações Unidas e no Brics, defendendo iniciativas globais para um sistema de governança mais justo e equitativo, refletindo os interesses de economias emergentes.

Resposta Brasileira e Princípio da "Uma Só China"

O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, que participa do encontro em Pequim, afirmou que o Brasil compartilha do interesse chinês em ampliar a cooperação prática e a coordenação internacional. Contudo, Vieira sublinhou a continuidade da adesão brasileira ao princípio de “Uma Só China”, reafirmando o posicionamento diplomático do país.

O princípio de “Uma Só China” é fundamental para as relações de Pequim, referindo-se à ilha de Taiwan, que a China considera uma “província rebelde” e parte integrante de seu território. Por conseguinte, a declaração de Vieira reforça o reconhecimento brasileiro da política chinesa sobre a questão, um pilar da diplomacia bilateral e da Cooperação China Brasil.

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