Se aprovado pela maioria dos membros, senadores vão entregar o resultado a pelo menos quatro órgãos
Após ouvir o ex-médico da Prevent Senior Walter Correa de Souza Neto e o beneficiário Tadeu Frederico de Andrade sobre o escândalo da operadora de saúde, a CPI da Pandemia segue rumo ao final dos trabalhos no Senado em Brasília.
O presidente do colegiado, Omar Aziz (PSD), e o vice, Randolfe Rodrigues (Rede), apresentaram na última quinta (07) o calendário com os próximos passos. Os senadores apuram as ações e omissões do governo federal e outros agentes durante a pandemia que já matou cerca de 600 mil brasileiros.
O último depoimento será o do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, agendado para a próxima segunda-feira (18). Na terça-feira (19), Renan Calheiros (MDB) fará a leitura do relatório final. Na quarta-feira (20), está prevista a votação do parecer do relator. Até lá, Renan prometeu se reunir com os senadores para colher sugestões de acréscimos ao relatório.
Se aprovado pela maioria dos membros, a CPI vai entregar o resultado a pelo menos quatro órgãos. No dia 26, os senadores devem apresentar o texto à Procuradoria da República no Distrito Federal.
Caso seja apontado crime de responsabilidade por parte de alguma autoridade, senadores entregarão o relatório ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas) também no dia 26.
Entre os dias 27 e 28, o texto deve ser entregue ao Ministério Público do Estado de São Paulo, que criou uma força-tarefa para investigar a Prevent Senior, e à Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de São Paulo.
Apesar da convocação de Queiroga, Randolfe Rodrigues indicou que o depoimento pode não ocorrer. Para isso, basta que o ministro da Saúde informe que haverá vacinação de crianças e adolescentes e que o governo já se planeja para uma campanha de reforço da vacinação contra a Covid-19 no próximo ano.
Além de se comprometer a reunir a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS sem “interferência política”. Um relatório contrário ao uso de medicamentos comprovadamente sem eficácia no tratamento da Covid-19, como hidroxicloroquina, foi retirado da pauta da comissão.
*Com informações da Agência Senado

