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Taxa de Desemprego no Brasil Atinge Mínima Histórica para o Período

© Frame Caminhos da Reportagem/TV Brasil

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,6% no trimestre encerrado em maio, representando o menor índice já registrado para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (26), indicando uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra no país.

Contexto e Evolução do Mercado de Trabalho

Esta redução de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre móvel anterior (dezembro, janeiro e fevereiro), quando a taxa estava em 5,8%, evidencia uma melhoria contínua na economia. Por outro lado, a comparação com o mesmo período de 2025 revela uma queda ainda mais expressiva, visto que o índice era de 6,2% em maio daquele ano, reforçando a trajetória positiva do mercado.

População Ocupada e Desocupada

Atualmente, o país contabiliza 6,1 milhões de pessoas desocupadas, um patamar considerado estável frente aos 6,2 milhões registrados no trimestre móvel anterior, terminado em fevereiro. Contudo, essa cifra representa uma diminuição notável de 9,3% em comparação com o ano passado, quando 6,7 milhões de indivíduos estavam sem trabalho, o que sinaliza uma recuperação gradual.

A população ocupada, por sua vez, atingiu 102,7 milhões de pessoas no trimestre finalizado em maio, um aumento de 0,5% em relação ao período terminado em fevereiro, o que se traduz em mais 558 mil pessoas inseridas no mercado de trabalho. Essa expansão demonstra a capacidade de geração de empregos. Além disso, a contínua absorção de mão de obra é um fator crucial para a economia.

Metodologia da Pnad Contínua

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, conduzida pelo IBGE, investiga o comportamento do mercado de trabalho para indivíduos com 14 anos ou mais. Ela abrange todas as formas de ocupação, incluindo empregos com ou sem carteira assinada, trabalhos temporários e atividades por conta própria. Portanto, sua abrangência garante uma visão completa do cenário socioeconômico.

Entendendo a Desocupação

Segundo os critérios rigorosos do instituto, uma pessoa é classificada como desocupada apenas se efetivamente buscou uma vaga nos 30 dias que antecederam a pesquisa. Este método busca refletir a intenção real de inserção no mercado, diferenciando-a de outras situações. Em cada ciclo, 211 mil domicílios são visitados em todas as unidades federativas e no Distrito Federal, assegurando a representatividade dos dados.

Impacto no Rendimento e Informalidade

O rendimento médio mensal dos trabalhadores alcançou R$ 3.726 no trimestre findo em maio, mantendo-se estável em comparação com o trimestre móvel anterior, que registrava R$ 3.756. Entretanto, ao analisar o cenário anual, constata-se um crescimento de 4% em termos reais, ou seja, já descontada a inflação. Isso indica um ligeiro aumento no poder de compra dos brasileiros.

A taxa de informalidade apresentou uma leve queda, situando-se em 37,3%, correspondendo a 38,3 milhões de trabalhadores. Há um ano, esse indicador era de 37,8%, sugerindo uma pequena formalização no mercado de trabalho. O IBGE classifica como informais, por exemplo, empregados sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ, categorias que não possuem garantias sociais completas.

A Previdência e o Trabalhador

A pesquisa também revelou que 66,6% dos trabalhadores brasileiros, o que totaliza 68,4 milhões de pessoas, contribuem para a previdência. Esta contribuição é fundamental, pois concede aos indivíduos uma série de garantias sociais essenciais para o futuro. Assim sendo, a aposentadoria, o benefício por incapacidade e a pensão por morte são alguns dos direitos adquiridos pelos contribuintes.

O instituto considera contribuintes aqueles empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e por conta própria que efetuam pagamentos a institutos de previdência oficial federal (INSS ou Plano de Seguridade Social da União), estadual ou municipal. Vale ressaltar que um trabalhador informal, como um autônomo sem CNPJ, pode ser contribuinte individual do INSS, assegurando seus direitos.

Cenário Histórico do Desemprego

Historicamente, a menor taxa de desemprego já registrada pela Pnad Contínua foi de 5,1% no último trimestre de 2025, conforme os dados disponíveis. Em contraste, a maior taxa alcançou 14,9%, observada em dois períodos críticos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos em momentos de auge da pandemia de covid-19. Estes marcos evidenciam a volatilidade do mercado de trabalho brasileiro.

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