A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) recomendou, recentemente, a aplicação da dose zero da vacina tríplice viral em bebês de 6 a 11 meses e 29 dias residentes nos municípios de São Paulo e Guarulhos. A medida foi adotada diante da notificação de casos suspeitos de sarampo na região, visando ampliar a proteção de crianças menores de um ano, consideradas o grupo mais vulnerável às formas graves da doença.
Contexto da Recomendação Urgente
A decisão, articulada pelo Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” (CVE-SP), alinha-se às diretrizes do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. Além disso, a iniciativa foi pactuada com as vigilâncias sanitárias municipais, reforçando um esforço conjunto para conter a propagação do vírus e proteger a saúde pública, especialmente a faixa etária mais sensível.
Estratégias Adicionais de Combate ao Sarampo
Previamente à dose zero, outras ações preventivas foram implementadas em São Paulo e Guarulhos para frear o avanço da doença. Incluem-se, por exemplo, a vacinação de bloqueio e a varredura casa a casa em áreas com casos suspeitos, conforme avaliações epidemiológicas. A Pasta conduziu também a intensificação da vacinação em locais de grande circulação, como aeroportos, terminais de ônibus e estações de metrô e trens, alcançando um público diversificado.
Essas estratégias buscam, primariamente, interromper eventuais cadeias de transmissão e minimizar o risco de reintrodução do sarampo no estado, assegurando a segurança da população. O Governo de São Paulo reafirma seu compromisso com a saúde coletiva, utilizando todos os recursos disponíveis para combater a doença de forma abrangente.
Importância da Vacinação e Cenário Atual no Estado
A diretora do CVE-SP, Tatiana Lang, enfatizou a importância de manter a vacinação em dia para toda a população. Segundo ela, o risco de reintrodução do sarampo no Brasil, associado à ocorrência de casos nas Américas e ao fluxo internacional de viajantes, demanda vigilância constante e ações preventivas. Portanto, o Estado de São Paulo atua de forma proativa, com a intensificação da vigilância e a ampliação das ações de vacinação para proteger todos os cidadãos.
Em 2026, o Estado de São Paulo registrou dois casos importados de sarampo, em março e abril, os quais evoluíram para cura. O primeiro afetou uma bebê de 6 meses, sem histórico vacinal e com deslocamento para a Bolívia, enquanto o segundo foi em um homem de 42 anos da Guatemala. A SES-SP monitora continuamente o cenário epidemiológico, reforçando que a vacinação constitui a principal forma de prevenção.
Dose Zero não substitui o esquema de rotina
Contudo, a dose zero representa uma estratégia adicional de proteção e não substitui o esquema vacinal previsto no Calendário Nacional de Vacinação. Assim sendo, mesmo após receber a D0 entre os 6 e 11 meses e 29 dias, a criança deverá seguir o esquema de rotina. Isso significa a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e a segunda dose, preferencialmente com a vacina tetraviral, aos 15 meses de vida.
Atualmente, a cobertura vacinal no estado atinge 85,32% para a primeira dose e 72,06% para a segunda dose, números que ainda requerem aprimoramento para garantir a imunidade coletiva. A meta é alcançar percentuais mais elevados para uma proteção efetiva da comunidade.
Quem Deve se Vacinar contra o Sarampo
A campanha de vacinação contra o sarampo possui diferentes recomendações conforme a faixa etária e o histórico vacinal de cada indivíduo. É fundamental que a população consulte as orientações oficiais para assegurar sua proteção e contribuir para a erradicação da doença, seguindo o cronograma estabelecido pelas autoridades de saúde.
Recomendação da Dose Zero
Especificamente, crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias, residentes nos municípios de São Paulo e Guarulhos, devem receber a dose zero da vacina tríplice viral. Além disso, a dose zero pode ser indicada em ações de bloqueio vacinal para crianças dessa mesma faixa etária que estejam no entorno de casos suspeitos ou confirmados de sarampo, conforme avaliação epidemiológica local e necessidade sanitária.
Vacinação de Rotina em Crianças
A primeira dose da vacina tríplice viral é indicada aos 12 meses de idade para todas as crianças, protegendo contra sarampo, caxumba e rubéola. A segunda dose deve ser aplicada aos 15 meses, preferencialmente utilizando a vacina tetraviral, que adiciona a proteção contra varicela (catapora) ao esquema vacinal, completando a imunização essencial.
Esquema Vacinal para Adultos e Trabalhadores da Saúde
Adicionalmente, pessoas de 5 a 29 anos devem comprovar duas doses da vacina tríplice viral, com um intervalo mínimo de 30 dias entre elas, sendo consideradas vacinadas. Indivíduos de 30 a 59 anos precisam comprovar uma dose para serem considerados imunizados contra o sarampo. Finalmente, trabalhadores da saúde devem ter duas doses comprovadas, independentemente da idade, dada a sua exposição e o risco elevado de transmissão em ambientes clínicos.
Recursos Adicionais para Esclarecer Dúvidas sobre Vacinação
Para esclarecer dúvidas e fornecer informações detalhadas sobre a vacinação, o Governo de São Paulo disponibiliza o portal “https://www.vacina100duvidas.sp.gov.br/”. Esta plataforma reúne respostas às principais perguntas da população acerca da eficácia dos imunizantes, eventos adversos, doenças imunopreveníveis e os riscos associados à não vacinação, promovendo a conscientização e a tomada de decisão informada.


