A seleção brasileira, sob o comando do técnico Carlo Ancelotti, foi eliminada da Copa do Mundo em 5 de dezembro de 2022, após perder por 2 a 1 para a Noruega em partida disputada em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Este revés precoce, nas oitavas de final do torneio, gerou intensa repercussão e críticas em jornais esportivos ao redor do mundo, que analisaram a performance da equipe.
Repercussão global após derrota brasileira
A saída do Brasil do torneio estampou as capas de diversos veículos internacionais na terça-feira, 6 de dezembro de 2022. Os noticiários destacaram a performance da Noruega, em especial o atacante Erling Haaland, e as fragilidades do time brasileiro, que não conseguiu avançar para as quartas de final. A análise da imprensa estrangeira focou nas expectativas frustradas e nas decisões táticas da comissão técnica.
Imprensa argentina critica abandono de DNA
O diário esportivo argentino Olé, por exemplo, dedicou sua principal manchete à eliminação, utilizando a frase “No compasso do tamborim” para ilustrar a desclassificação. A publicação deu menor espaço à seleção local, campeã vigente e ainda na disputa. Além disso, a crônica do Olé afirmou que a modernidade “varreu” o estilo de jogo brasileiro, caracterizado pela posse de bola e habilidade técnica. Contudo, a análise concluiu que a vitória norueguesa foi “justa, histórica e explicativa”, atribuindo a derrota brasileira ao abandono de seu “DNA” futebolístico.
Visão italiana e o jejum de títulos
Na Itália, o Corriere dello Sport também noticiou a queda da seleção canarinho, treinada pelo compatriota Carlo Ancelotti, embora o destaque principal fosse para uma vitória de Charles Leclerc na Fórmula 1. A capa do jornal apontou que Haaland “fez o Brasil chorar”. A matéria veiculada no site do diário projetou um jejum de 28 anos sem título mundial para o Brasil na próxima Copa, descrevendo a seleção como um time “menor, laborioso, episódico”. Curiosamente, o veículo ironizou a própria realidade da Itália, ausente pela terceira edição consecutiva do Mundial, ao comentar que a Noruega teria sido o “pior sorteio possível” nas eliminatórias.
Questionamentos espanhóis sobre tática e liderança
O diário Marca, da Espanha, apesar de focar inicialmente no confronto entre sua seleção e Portugal, também deu ampla cobertura à eliminação brasileira. A reportagem ressaltou a atuação decisiva de Haaland e do goleiro norueguês Orjan Nyland. Entretanto, o jornal criticou as substituições realizadas por Ancelotti no segundo tempo, com as entradas de Danilo Santos e Neymar nos lugares de Gabriel Martinelli e Rayan, que deslocaram Endrick da posição central no ataque para a ponta direita. A matéria questionou a decisão de Vinícius Júnior não ter cobrado o pênalti, que poderia ter mudado o placar quando ainda estava 0 a 0, considerando que ele era a estrela da equipe e cobrador no Real Madrid.
O adeus cruel de Vinícius Júnior em Portugal
Por outro lado, o jornal português A Bola, que dedicou grande parte de sua edição ao jogo de sua seleção contra a Espanha, também registrou o revés brasileiro. A publicação destacou Haaland e o meia Andreas Schjelderup. O veículo, no entanto, adotou um tom menos crítico em relação a Vinícius Júnior, classificando seu “adeus” à Copa como “cruel”. A matéria enfatizou que o atacante teve uma boa exibição, liderando o ataque e criando chances, como a assistência para Endrick, porém, não foi suficiente para levar o “escrete” às quartas de final do campeonato.

