O Centro de Contingência do Coronavírus, identificou 58 municípios paulistas que apresentaram, na média móvel dos últimos sete dias, capacidade hospitalar acima de 80%. As internações nessas regiões correspondem a lotação das unidades com pacientes graves.
Nove destes municípios já alcançaram 100% de ocupação. O levantamento foi elaborado com informações e dados da última quarta-feira (20). Guarulhos está fora da lista, mas há duas semanas atingiu em seus hospitais públicos e particulares, percentual acima de 90%.
Os dados são disponibilizados pelo Censo Covid são abastecidos diariamente pelos próprios hospitais, e variam dia a dia. Segundo a secretaria de desenvolvimento regional, o esgotamento de uma unidade hospitalar não significa o esgotamento de todo o sistema.
O banco de dados do Censo Covid-19 baseia-se na medição de todo o sistema de saúde e seus respondentes (que contemplam tanto hospitais da rede pública, quanto da rede particular e ainda, incluindo entidades sem fins lucrativos).
Na última sexta-feira (15), durante coletiva de imprensa, o Secretário Marco Vinholi já havia alertado 43 cidades que estavam com a capacidade hospitalar de leitos de UTI para Covid-19 acima dos 80% e que deveriam endurecer as medidas para contenção do vírus.
“Desde a última reclassificação do Plano São Paulo, estamos alertando os municípios sobre alta na taxa de ocupação hospitalar. Recomendamos que as Prefeituras determinem a restrição total de atividades não essenciais para aliviar a pressão sobre hospitais públicos e particulares”, alertou o Secretário Vinholi.
Ainda assim, o atendimento tem sido mediado pelo sistema CROSS, da Secretaria estadual de Saúde, que regula e encaminha internações conforme a necessidade de cada região. Por meio desse sistema, o paciente é direcionado para o leito disponível mais próximo.
As regiões são divididas por DRS (Departamento Regional de Saúde), exatamente para facilitar o trabalho de encaminhamentos e transferências. O Governo de São Paulo alega que não faltou atendimento durante a pandemia e que o cidadão não ficou sem leitos para Covid-19.
“Seguir as recomendações do Plano SP neste momento é fundamental para a contenção da transmissibilidade do vírus e a preservação de vidas. Vivemos a segunda onda da Covid e, mesmo com a vacina, é preciso continuar a seguir as orientações da ciência e da saúde”, reiterou Vinholi.

