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Expansão Centro TEA Paulista: Governo de SP Fortalece Atendimento e Acolhimento

Agência SP

O Governo de São Paulo deu início à expansão do Centro TEA Paulista, um programa dedicado ao fortalecimento da rede de atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa, que já realizou mais de 8 mil atendimentos desde sua inauguração em junho de 2023 na capital, alcançou a primeira região do estado com a abertura de uma unidade em Bauru na última segunda-feira, 22 de janeiro.

Em entrevista ao SP POD, videocast da Agência SP, o secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa, enfatizou o papel fundamental do centro. Ele destacou a importância da estrutura para o acolhimento às famílias, a qualificação de profissionais e o suporte aos municípios na elaboração de políticas públicas direcionadas à população autista em todo o estado.

Atendimento Multidisciplinar na Capital

A unidade original do Centro TEA Paulista, localizada na Vila Leopoldina, zona oeste da capital, concentra uma ampla gama de serviços. O espaço oferece orientação, atendimento multidisciplinar, atividades terapêuticas e suporte a familiares e cuidadores, além de promover ações voltadas à inclusão e à autonomia das pessoas autistas. Conforme o secretário, o equipamento foi estrategicamente concebido para ser um ponto de referência para famílias em busca de informações, apoio e acesso facilitado aos serviços disponíveis.

Adicionalmente, o Centro TEA Paulista na capital abriga o Centro de Cidadania da Pessoa com Deficiência, que orienta sobre benefícios, programas sociais e direitos, ao mesmo tempo em que disponibiliza apoio psicológico, jurídico e social. O funcionamento ocorre 24 horas, todos os dias da semana, com teleatendimento noturno e regime ininterrupto aos fins de semana e feriados, visando garantir acessibilidade e um canal de apoio humanizado.

Eixos Estruturantes do Centro

Marcos da Costa esclareceu que o centro foi estruturado em quatro frentes principais, concebidas para abordar as diversas necessidades da comunidade autista e seus cuidadores. Estas incluem o acolhimento do autista e de sua família, com foco especial nas mães atípicas e cuidadores; a pesquisa, considerada crucial para o avanço do conhecimento; o apoio direto às prefeituras na formulação de políticas públicas eficazes; e a qualificação profissional dos envolvidos no atendimento.

Dessa forma, o espaço também se tornou uma referência para gestores públicos interessados em desenvolver políticas voltadas à população autista. O centro mantém parcerias estratégicas com universidades para o desenvolvimento de pesquisas e oferece suporte técnico contínuo a prefeituras e secretarias municipais, solidificando sua função como polo de inovação e assistência.

A Expansão para o Interior Paulista

Nesta semana, a gestão paulista deu um passo significativo ao iniciar a expansão do programa para outras regiões do estado, com a inauguração da unidade de Bauru, que se torna a primeira regional do equipamento. Esta iniciativa visa ampliar o acesso ao atendimento especializado, à orientação de famílias e à capacitação de profissionais fora da capital, fortalecendo a rede de apoio às pessoas com autismo em diversas localidades.

Apoio e Acolhimento às Famílias

Ao compartilhar sua experiência como pai de uma pessoa autista, o secretário Marcos da Costa realçou a importância de oferecer orientação qualificada às famílias que recebem o diagnóstico. Conforme sua fala, o centro serve como um refúgio para quem busca informações e precisa lidar com as incertezas e dúvidas iniciais, proporcionando um ambiente de tranquilidade e suporte.

O acolhimento às mães e cuidadores constitui uma das frentes permanentes do equipamento. O espaço conta com salas de escuta, promove encontros entre familiares e organiza atividades voltadas ao compartilhamento de experiências. Esta rede de apoio mútuo é essencial para fortalecer as famílias no enfrentamento dos desafios e na celebração das conquistas.

Qualificação Profissional e Formação Acadêmica

Outro ponto crucial abordado durante a entrevista foi a qualificação de profissionais para a atuação com pessoas com deficiência e autistas. O secretário informou que a pasta criou uma disciplina universitária específica sobre o tema, em parceria com instituições públicas de ensino superior do estado, como USP, Unesp, Unicamp e Univesp. Esta ação visa suprir uma lacuna na formação acadêmica tradicional.

A iniciativa partiu da constatação de uma carência de profissionais qualificados, uma vez que o tema da pessoa com deficiência nem sempre era presente na formação tradicional. Dessa forma, cerca de 20 mil estudantes já participaram da formação, com prioridade para aqueles no último semestre. São futuros profissionais que ingressam no mercado de trabalho sem preconceitos e com preparo adequado para atuar com pessoas com deficiência.

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