15 C
Guarulhos
sáb, 06 jun 2026
- PUBLICIDADE -

Fake news ou não: termômetro no punho funciona?

PUBLICIDADE

Clínico geral responde dúvidas sobre a medição de temperatura com a tecnologia digital e fala sobre o que é ou não real

O termômetro digital se tornou comum nas portas de supermercado, parques, em grandes empresas, e até mesmo nos ambulatórios e portas de hospitais. Diante disso, algumas dúvidas surgem: Será que os profissionais estão medindo de forma correta? O equipamento funciona?

Com a flexibilização, o aparelho se transformou em uma ferramenta de trabalho para detectar o coronavírus (Sars-CoV-2). De acordo com Felipe Magalhães, especialista em clínica médica da plataforma de ensino em medicina Jaleko, a maioria ainda não sabe qual a forma mais eficaz de utilizá-lo e as instituições hospitalares precisam ficar atentas e treinar seus profissionais para que seja efetiva a medição.

PUBLICIDADE

Magalhães acredita que é importante fazer uma afirmação: “medir a temperatura das pessoas não controla a pandemia”. Segundo ele, isso é um fato porque “as pessoas podem ser assintomáticas e não ter febre, a eficácia contra a propagação do vírus está em distanciamento social, higienização das mãos, máscaras e vacina”.

Dito isso, a medição de temperatura se torna importante como uma de tantas medidas para detectar a pessoa que possui esse sintoma. Inclusive, ela é uma orientação do Ministério da Saúde, pois reconhecer os pacientes sintomáticos é uma vantagem já que eles transmitem mais.

Por isso, é necessário identificar a febre em porta de locais fechados, porém, “muitas instituições não estão fazendo da forma mais correta”, afirma Magalhães.

Fake news

Diante da fake news de que o infravermelho do termômetro danificava a glândula pineal, o especialista ressalta que, na verdade, o aparelho de medição não penetra fundo na pele, o que impossibilita causar danos.

No entanto, de acordo com o clínico geral, depois que essa informação falsa circulou, a medida começou a ser aplicada pelo punho, o que pode tornar o procedimento ineficaz. “O punho é uma região periférica, que controla mais a temperatura dessas áreas, podendo não atingir o resultado das regiões centrais. Neste sentido, é comum que esses locais tenham temperaturas mais baixas do que a nossa testa, auxilias e virilha”, afirma.

“Isso se dá pelo fato de que nosso corpo faz a vasoconstrição e diminui o tamanho de nossas arteríolas e, com isso, vai menos sangue e nossas mãos e punhos são mais frias. Isso acontece para que não percamos calor”, complementou Felipe Magalhães.

O médico e professor ressalta que a manutenção do objeto deve estar sempre em dia. “O sensor deve estar limpo e a medição deve ser feitas em locais que são capazes de identificar realmente a temperatura corpórea”.

Além disso, ele alerta sobre a falsa sensação de segurança, considerando que existem pessoas infectadas que não apresentam sintomas, portanto, “é necessário continuar com as medidas protetivas”.

PUBLICIDADE

VEJA TAMBÉM

REDES SOCIAIS

30,908FãsCurtir
10,600SeguidoresSeguir
5,417SeguidoresSeguir
3,070InscritosInscrever
PUBLICIDADE

ÚLTIMAS NOTÍCIAS