Ícone do site Guarulhos Online

Governo Federal ignorou 5 propostas para compra de vacina da Pfizer em 2020

Foto: Senado Federal

Na CPI da Pandemia, gerente-geral da farmacêutica revelou que as negociações começaram em maio do ano passado

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as omissões do governo Bolsonaro no combate à pandemia ouve nesta quinta-feira (13) o gerente-geral da farmacêutica Pfizer na América Latina, Carlos Murillo.

Durante depoimento, Murillo afirmou que não houve resposta do governo brasileiro às ofertas de contratos apresentados pela farmacêutica que previam 1,5 milhão de doses da vacina ainda em 2020.

“Nossa oferta de 26 de agosto, como era vinculante, e como estávamos nesse processo com todos os governos [de outros países] tinha validade de 15 dias. Passados esses 15 dias, o governo do Brasil não rejeitou, mas tampouco aceitou”, afirmou Murillo.

Carlos Murillo também disse que o primeiro contrato com o governo brasileiro foi assinado em 19 de março de 2021. O primeiro lote com 1 milhão de doses de vacinas da Pfizer referentes a esse contrato chegou ao Brasil no dia 29 de abril.

Além disso, o gerente-geral confirmou que o vereador Carlos Bolsonaro e o assessor especial da Presidência Filipe Martins participaram de reuniões com a empresa para tratar sobre a venda de vacina. A conversa teve também a participação do ex-secretário de Comunicação Fabio Wajngarten.

Na quarta-feira (12), Wajngarten negou ter negociado a aquisição de vacinas em depoimento à CPI. Ele também afirmou que “nunca foi próximo” do filho do presidente.

Sair da versão mobile