A próxima assembleia da categoria está marcada para às 10h na Praça Getúlio Vargas
O 17º dia de greve da Proguaru foi marcado pela realização uma assembleia entre trabalhadores e o sindicato (STAP) em frente ao Paço Municipal. Na reunião, cheia de embates estavam a expectativa para a devolutiva do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) sobre a legalidade da greve e uma série de queixas a respeito de uma suposto Plano de Demissão Voluntária (PDV).
Nas redes sociais e nos postos de trabalho, conforme apurou o Guarulhos Online, há relatos de trabalhadores que têm sido assediados à aderir um suposto PDV. O plano de demissão voluntária, no entanto não existe de forma concreta segundo sindicato.
Ainda de acordo com STAP, não há PDV porque a Proguaru/Prefeitura não discutiu nenhuma proposta com o sindicato. As duas tentativas de avaliar em conjunto o plano foram negadas em assembleia pelos trabalhadores que aderiram ao movimento grevista.
Mesmo assim, o presidente da entidade, Pedro Zanotti Filho ponderou e disse em assembleia nesta quarta-feira (06) que segue tentando dialogar com membros do governo. Nas palavras dele, os secretariado e o Prefeito Guti (PSD) serão contatados.
O STAP chamou de golpe o suposto rumor de PDV, mas de acordo com informações preliminares, a Proguaru/Prefeitura já teria iniciado um cadastro de demissões. A proposta é encaminhada aos que seriam demitidos sem justa causa.
Na pacote, seria pago 40% da multa trabalhista, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) seria quitado integralmente junto do seguro desemprego. Segundo STAP, já haveriam supostas adesões por livre escolha e acordo.
No entanto, orientou em assembleia que, não pode haver obrigatoriedade por parte do empregador para que os funcionários aceitem a proposta. Isso caracterizaria um crime e apesar das sinalizações, tanto o sindicato, quanto a comissão aguardam negociação com o governo.
Mobilização
Depois de mais de quinze dias, as assembleias vem perdendo adesões, no entanto, a comissão de trabalhadores alega que muitos grevistas não conseguem comparecer. Por essa razão, iniciaram um fundo de greve para custear passagens de ônibus e lanche dos funcionários que precisam de apoio financeiro.
O movimento grevista ‘Em defesa da Proguaru’ e a comissão dos trabalhadores afirmam que só nas escolas municipais, há 80% de adesão. Porém, a reportagem tem observado na cidade, vários trabalhadores ocupando os postos de trabalho.
Uma das grandes preocupações dos funcionários é o desconto dos dias parados na folha salarial do mês. Ainda sim, muitos estão diariamente nas ruas, em atos e assembleias para tentar buscar saídas para os rumos da empresa, prevista para encerrar as atividades em dezembro.
Ao longo dos dias, alguns decidiram voltar aos postos ou sequer paralisaram o trabalho, a tese alegada seria a tentativa de serem contratados pelas terceirizadas. Mas quem está nas ruas afirma que não quer comprar a suposta estabilidade momentânea de um emprego por contrato temporário.
A mobilização pela greve defende a permanência da Proguaru e dos empregos concursados, mas no caminhar dos fatos, já considera que nem mesmo o referendo municipal freou a liquidação que está sendo executada pela Prefeitura de Guarulhos.

