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GRU Airport lança campanha contra assédio para passageiros

campanha contra assédio

Foto: Divulgação/Gov.br

O Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU Airport) aderiu à campanha nacional “Assédio não decola”, iniciativa que distribui cartilhas informativas e divulga canais de denúncia para garantir que passageiros viajem com segurança e dignidade. Além disso, a ação integra uma estratégia nacional para combater o assédio no setor aéreo brasileiro, abrangendo os principais terminais do país.

A campanha foi oficialmente lançada na terça-feira (12), no Aeroporto de Brasília, com a presença do ministro dos Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho. Durante o evento, o ministro enfatizou o objetivo principal da iniciativa: garantir que todas as mulheres possam viajar com segurança e dignidade pelos aeroportos brasileiros.

Material educativo chega aos passageiros do GRU Airport

Passageiros que transitam pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos recebem cartilhas com informações detalhadas sobre prevenção e combate ao assédio. O material, portanto, inclui canais de denúncia, medidas de proteção às vítimas e orientações específicas para promover respeito mútuo durante as viagens.

Além das cartilhas impressas, a campanha utiliza diversos canais de comunicação no terminal guarulhense. Consequentemente, telas digitais, totens informativos e feeds exibem conteúdo educativo em pontos estratégicos do aeroporto, ampliando o alcance da mensagem preventiva.

Guia orienta sobre tipos de assédio e canais de denúncia

O guia da campanha reúne informações essenciais sobre os tipos de assédio, canais de denúncia e medidas de proteção às vítimas. Além disso, o material apresenta boas práticas para construir relações baseadas no respeito e na dignidade dentro do ambiente aeroportuário.

A iniciativa também busca promover a cultura do cuidado coletivo, estimulando a escuta ativa, a empatia e a responsabilização de todos os envolvidos na cadeia logística do setor aéreo. Dessa forma, funcionários, terceirizados e passageiros podem contribuir para um ambiente mais seguro e respeitoso.

Foto: Divulgação

Campanha esclarece diferença entre revista e assédio

Importante esclarecimento da campanha refere-se à revista íntima, procedimento específico e necessário para garantir a segurança nos aeroportos. Segundo informações oficiais, a Lei nº 13.271 proíbe a revista íntima de funcionárias em locais de trabalho, mas não se aplica a aeroportos.

A Resolução 515/2019 da Anac detalha os procedimentos de segurança, e a busca pessoal faz parte desse contexto regulamentado. Portanto, esse procedimento não está enquadrado como assédio ou importunação sexual, esclarecendo possíveis dúvidas dos usuários.

Estratégia nacional abrange principais terminais brasileiros

A iniciativa “Assédio não decola” representa uma ação coordenada entre concessionárias aeroportuárias e órgãos governamentais. Dessa forma, os principais aeroportos do país participam simultaneamente da campanha, criando uma rede de proteção e informação para milhões de passageiros mensais.

As redes sociais das concessionárias que administram os terminais também veiculam conteúdo da campanha. Assim, a divulgação alcança não apenas quem está fisicamente nos aeroportos, mas também futuros viajantes que planejam suas viagens através das plataformas digitais.

Ministério das Mulheres celebra divulgação do Disque 180

A secretária executiva do Ministério das Mulheres, Eutália Barbosa Rodrigues Naves, destacou a importância da ação no setor aéreo durante o lançamento. Segundo a representante ministerial, a divulgação do Disque 180 em todos os espaços aeroportuários representa um avanço significativo na proteção às mulheres.

Canais de denúncia disponíveis para passageiros

Foto: Divulgação/Gov.br

O material educativo destaca múltiplos canais de denúncia disponíveis para vítimas de assédio. O Disque 180, Central de Atendimento à Mulher, oferece informações, orientação e encaminhamento para serviços de apoio às mulheres em situação de violência, funcionando 24 horas por dia.

Simultaneamente, o Disque 100 (Direitos Humanos) recebe denúncias de violações de direitos humanos, incluindo violência contra a mulher. Para situações específicas, as vítimas podem realizar boletim de ocorrência preferencialmente na Delegacia Especializada da Mulher ou procurar o sindicato da classe para providências cabíveis.

Dentro da aeronave, passageiros devem procurar os comissários de bordo. Na área do aeroporto, o serviço de segurança ou o balcão de informações podem oferecer assistência imediata. Ademais, denúncias podem ser feitas no Ministério Público do Trabalho ou na Delegacia Regional do Trabalho.

Como essa campanha pode transformar a experiência de viagem das mulheres brasileiras? A resposta passa pela conscientização coletiva e pela criação de ambientes verdadeiramente seguros nos terminais aéreos do país

*Com informações do Ministério de Portos de Aeroportos

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