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Guarulhos
sex, 05 jun 2026
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Guarulhos é a grande cidade mais segura do Brasil em 2025, mostra levantamento

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A cidade ocupa a 1ª posição entre os municípios com mais de 1 milhão de habitantes. Os dados são do Anuário 2025 de Cidades Mais Seguras do Brasil

Guarulhos é a cidade mais segura do Brasil entre os municípios com mais de 1 milhão de habitantes pelo terceiro ano consecutivo. Os dados são do Anuário 2025 de Cidades Mais Seguras do Brasil, iniciativa da MySide que compila informações do Ministério da Saúde e do IBGE para medir os índices de assassinatos a cada 100 mil habitantes.

A taxa registrada em Guarulhos é de 9,8 homicídios a cada 100 mil habitantes. Maranguape (CE), última colocada no ranking geral de segurança, possui taxa de violência 9 vezes maior que Guarulhos. Com taxas de homicídios sempre abaixo de 10 por 100 mil habitantes e inferiores à média geral do estado de São Paulo, o município demonstra estabilidade e comprometimento com políticas de segurança de longo prazo.

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No ranking geral nacional, Guarulhos aparece na 61ª posição, um resultado expressivo considerando que a cidade tem uma população estimada de 1,3 milhões de habitantes e o levantamento abrange todas as cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes. A cidade mostra que, mesmo com o grande porte populacional, mantém níveis de segurança comparáveis aos de municípios menores.

Confira o gráfico das cidades com população acima de 1 milhão de habitantes mais seguras do Brasil:

Metodologia da pesquisa

Anuário 2025 Cidades Mais Seguras do Brasil é fundamentado em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), do Ministério da Saúde. O principal indicador utilizado para classificar as cidades foi a quantidade de assassinatos por 100 mil habitantes, métrica amplamente reconhecida como uma medida sólida e universal de segurança pública.

Organizações internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), também utilizam essa taxa em seus relatórios, considerando-a essencial para comparações regionais e temporais.

A utilização desse indicador permite ajustar os números absolutos de homicídios pelo tamanho da população, o que facilita análises comparativas e a formulação de políticas públicas eficazes. Para o cálculo, foram analisados todos os 1,5 milhão de óbitos ocorridos em 2024 no Brasil, conforme o Painel de Monitoramento da Mortalidade da SVSA.

A SVSA consolida os dados por meio do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), criado em 1979. No SIM, são inseridos os detalhes de todos os atestados de óbito emitidos no país, sendo as informações de responsabilidade do médico que emite o laudo. Após o preenchimento, o documento é encaminhado aos Cartórios de Registro Civil.

As Secretarias Estaduais de Saúde são encarregadas de coletar essas informações junto aos estabelecimentos de saúde e cartórios, enviando-as posteriormente ao Ministério da Saúde, garantindo a padronização metodológica em todo o território nacional.

A opção por utilizar os dados do Ministério da Saúde se deve ao fato de essa fonte adotar critérios uniformes em todos os estados, o que assegura consistência e confiabilidade nos resultados comparativos entre cidades e regiões. O estudo pode ser visto aqui.

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