Em uma final de Copa do Mundo, o duelo entre Argentina e Espanha, previsto para 19 de dezembro de 2023 em Nova Jersey, destaca craques como Lionel Messi e Lamine Yamal. No entanto, o êxito de ambas as seleções na competição é profundamente influenciado por jogadores menos visíveis. Esses atletas, muitas vezes fora dos holofotes, oferecem contribuições cruciais para a jornada rumo à decisão.
A contribuição de estrelas invisíveis na Argentina
Apesar da participação fundamental de Lionel Messi nos 19 gols da Albiceleste, com oito tentos e quatro assistências na Copa, outros nomes se destacam pelo desempenho consistente. A Federação Internacional de Futebol (FIFA) implementa um sistema de avaliação de jogadores, o Power Ranking, que categoriza o desempenho em ataque, criatividade e defesa. Portanto, a análise aprofundada revela a importância de diversos pilares.
O zagueiro Cristian Romero, por exemplo, surge como peça vital na defesa argentina. Ele alcançou a sexta melhor nota geral no Power Ranking da FIFA, com 7.34. Ademais, na semifinal vencida por 2 a 1 contra a Inglaterra, em 15 de dezembro de 2023, em Atlanta, Romero demonstrou superioridade nas ações defensivas, atingindo 7.79 de nota. Sua relevância, contudo, não se restringe à retaguarda.
Romero também se mostrou decisivo no ataque. Ele marcou um gol de cabeça, após cruzamento de Messi, aos 34 minutos do segundo tempo contra o Egito, nas oitavas de final. Aquele tento, quando a Argentina perdia por 2 a 0, iniciou a virada que culminou na vitória por 3 a 2 em Atlanta, evidenciando sua capacidade de aparecer em momentos cruciais do jogo.
Outro defensor fundamental para a Argentina é Lisandro Martínez. Apesar de sua estatura de 1,75 metro, considerada baixa para a posição, Martínez se destaca pela liderança e excelente posicionamento, justificando a confiança do técnico Lionel Scaloni. Sua habilidade vai além da defesa, pois ele também contribui para o ataque com passes longos precisos.
Um lançamento cirúrgico de Lisandro, da intermediária, permitiu que Messi abrisse o placar contra Cabo Verde nos 16 avos de final, em Miami. Além disso, no mesmo jogo, o zagueiro balançou as redes após uma cobrança de escanteio executada pelo camisa 10. Enquanto isso, o meio-campista Alexis Mac Allister, com 1,76 metro, tem surpreendido pelo domínio do jogo aéreo e precisão nos chutes.
Mac Allister marcou o primeiro gol de cabeça na vitória por 3 a 1 sobre a Suíça, nas quartas de final, em Kansas City. Na semifinal contra a Inglaterra, ele acertou a trave duas vezes, demonstrando sua presença ofensiva e a capacidade de ser um alvo imprevisível. Sua atuação, portanto, complementa a força do ataque argentino e garante mais opções de finalização.
Solidez defensiva e gols decisivos na Espanha
A Espanha, por sua vez, construiu sua campanha na Copa do Mundo a partir de uma defesa sólida, que sofreu apenas um gol até a final. A linha de zaga, composta por Aymeric Laporte, Pau Cubarsi e Marc Cucurella na lateral-esquerda, já era reconhecida pela dificuldade de ser superada. Contudo, a ausência do experiente Dani Carvajal, devido a lesões, levantava dúvidas sobre o lado direito.
O lateral-direito Pedro Porro dissipou essas incertezas com atuações robustas. No Power Ranking da FIFA, ele exibe o segundo melhor desempenho defensivo da competição, com nota 7.69, superado apenas pelo volante Rodri, seu colega de equipe, que obteve 8.03. Além da excelência defensiva, Porro tem contribuído ofensivamente, construindo jogadas com Yamal pela direita que resultaram em dois gols.
Um desses gols foi o que assegurou a vitória por 2 a 0 sobre a França, nas semifinais, disputadas em Dallas. Por outro lado, a Espanha também conta com o talento de Mikel Merino, especialista em gols decisivos ao sair do banco de reservas. Merino marcou dois gols no Mundial, ambos garantindo triunfos por 1 a 0, incluindo o resultado contra Portugal, que assegurou a progressão da equipe. A contribuição desses atletas sublinha que o sucesso em um torneio de alto nível transcende as figuras mais midiáticas.

