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IBGE prevê safra recorde de grãos para 2026, com 347,4 milhões de toneladas

© CNA/Wenderson Araujo/Trilux

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) projeta uma safra de cereais, leguminosas e oleaginosas de 347,4 milhões de toneladas para 2026. A estimativa, divulgada em 14 de maio de 2024, representa um aumento de 0,4% em relação à projeção anterior para 2025. Este crescimento indica a contínua expansão da produção agrícola brasileira, crucial para o cenário econômico nacional.

Projeção para 2026 supera estimativas anteriores

A nova previsão do IBGE aponta para um volume de 347,4 milhões de toneladas para a safra de 2026, superando em 1,3 milhão de toneladas a projeção que havia sido feita para 2025. A estimativa anterior para 2025 era de 346,1 milhões de toneladas. Este avanço, portanto, reflete um crescimento percentual de 0,4% no volume total. Além disso, a área a ser colhida no país para 2026 está estimada em 83,2 milhões de hectares, um acréscimo de 1,6 milhão de hectares, ou 1,9%, comparado à previsão de 2025. Contudo, em relação à estimativa do mês anterior para o mesmo ano de 2026, houve um ligeiro declínio de 60.985 hectares, equivalente a 0,1%.

Soja, milho e arroz lideram a produção agrícola

Os três principais produtos agrícolas — soja, milho e arroz — continuam a ser os pilares da safra brasileira, representando coletivamente 92,8% da produção total estimada para 2026. Juntos, eles também respondem por 87,4% da área total destinada ao plantio no país. O destaque é a soja, com uma estimativa de produção de 174,8 milhões de toneladas, consolidando sua posição como a commodity agrícola de maior volume no Brasil.

Para o milho, o IBGE prevê uma colheita de 136,5 milhões de toneladas em 2026, divididas em 29,7 milhões de toneladas para a primeira safra e 106,8 milhões de toneladas para a segunda safra. Enquanto isso, a produção de arroz em casca é projetada em 11,2 milhões de toneladas. Outras culturas relevantes incluem o trigo, com 6,6 milhões de toneladas, o algodão herbáceo em caroço, com 9,1 milhões de toneladas, e o sorgo, que deve alcançar 5,6 milhões de toneladas. Essas culturas diversificam a pauta agrícola e garantem tanto a segurança alimentar quanto o potencial de exportação do país.

Distribuição geográfica da safra brasileira

A região Centro-Oeste mantém sua liderança na produção de grãos, com uma projeção de 172,4 milhões de toneladas, o que equivale a 49,6% do total nacional para 2026. A seguir, a região Sul contribui com 92,4 milhões de toneladas, representando 26,5% da safra esperada. Em contrapartida, as regiões Sudeste e Nordeste participam com 30,8 milhões de toneladas (8,9%) e 29,8 milhões de toneladas (8,6%), respectivamente. Por fim, a região Norte projeta 22,2 milhões de toneladas, correspondendo a 6,4% do volume total previsto.

Entre as unidades da federação, Mato Grosso desponta como o maior produtor, com 31,3% da participação nacional na safra de 2026. O estado do Paraná ocupa a segunda posição, com 13,7%, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 10,7%. Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais também se destacam, contribuindo com 9,7%, 8,4% e 5,5%, respectivamente. Juntos, esses seis estados somam 79,3% da produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas, evidenciando a concentração da atividade agrícola em poucas regiões.

Relevância das projeções para o planejamento nacional

As estimativas do IBGE são ferramentas fundamentais para o planejamento agrícola e econômico do Brasil. Estes dados orientam a formulação de políticas públicas, o direcionamento de investimentos em infraestrutura e as decisões estratégicas para produtores e indústrias do setor. Portanto, a previsão de um crescimento contínuo na produção para 2026 reforça a capacidade do agronegócio brasileiro em atender à demanda interna e externa, consolidando o país como um dos maiores fornecedores globais de alimentos e matérias-primas agrícolas. Acompanhar essas projeções é essencial para entender as tendências e desafios futuros do setor.

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