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Ação humana é principal causa de incêndios no estado de São Paulo durante período de seca

Agência SP, a agência de notícias de São Paulo

A Defesa Civil do Estado de São Paulo alerta que a ação humana causa nove em cada dez incêndios no estado, um dado alarmante em meio à temporada de seca que se estende de junho a outubro. Este cenário exige maior cautela da população para prevenir focos de queimadas, especialmente em regiões próximas a Guarulhos e na Grande São Paulo. A conscientização e o respeito às normas ambientais são cruciais para proteger o meio ambiente e a saúde pública.

Alerta da Defesa Civil sobre a origem dos incêndios

Dados da Defesa Civil de São Paulo revelam que a grande maioria dos incêndios detectados anualmente tem origem na conduta humana. Seja por negligência ou intencionalidade, atividades como o descarte inadequado de cigarros, fogueiras mal controladas em áreas de vegetação e a soltura de balões juninos contribuem significativamente para a proliferação do fogo. Capitão Maxwell de Souza, da Defesa Civil estadual, enfatiza a gravidade da situação, afirmando que muitas pessoas subestimam o potencial destrutivo de suas ações.

Em muitas ocasiões, os balões representam um risco ainda maior durante os meses de estiagem, pois podem percorrer longas distâncias e atingir áreas de mata seca com alta facilidade. A combinação de baixa umidade e ventos fortes transforma pequenos focos em grandes incêndios florestais rapidamente, ameaçando ecossistemas e comunidades. Além disso, a queima de lixo e resíduos de poda também figura entre as causas comuns, muitas vezes em zonas de interface urbano-florestal.

Endurecimento das leis ambientais em São Paulo

Para combater a crescente incidência de queimadas ilegais, o Governo de São Paulo alterou a legislação ambiental em 2023, introduzindo penalidades mais severas. A medida visa coibir o uso irregular do fogo em áreas rurais e de vegetação, que frequentemente escapam ao controle e atingem proporções devastadoras. Consequentemente, quem provocar incêndios em áreas produtivas ou de vegetação sem autorização agora enfrenta multas de R$ 3 mil por hectare afetado.

Anteriormente, a legislação previa um valor máximo de R$ 1,5 mil por hectare. A nova norma também estabelece que as penalidades podem dobrar em casos considerados mais graves, como incêndios que devastam terras indígenas. Portanto, o endurecimento busca não apenas punir, mas também desincentivar a prática de queimadas que colocam em risco a biodiversidade e a segurança das comunidades.

Período crítico de seca e impacto em Guarulhos

O período entre junho e outubro é classificado como a ‘fase vermelha’ para ocorrências de incêndios, caracterizado pela menor incidência de chuvas e pela baixa umidade do ar. Esta época cria condições ideais para a rápida propagação do fogo, tanto em áreas florestais quanto em fragmentos de mata próximos a zonas urbanas. A Grande São Paulo, incluindo Guarulhos, frequentemente sofre com a fumaça e a poluição do ar decorrentes desses incêndios, mesmo quando ocorrem em municípios vizinhos.

Adicionalmente, Guarulhos possui diversas áreas de mata e parques, como partes do Parque Estadual da Cantareira e outras reservas, que se tornam vulneráveis durante a estiagem. A fumaça gerada pelos incêndios não só afeta a qualidade do ar, mas também pode causar problemas respiratórios na população, impactando diretamente a saúde pública. Por outro lado, a prevenção local desempenha um papel crucial para minimizar esses riscos.

Medidas preventivas essenciais para a comunidade

A Defesa Civil orienta a população a adotar uma série de precauções para evitar o início e a propagação de incêndios. Primeiramente, é fundamental abster-se de utilizar o fogo como método de limpeza de terrenos, para queimar lixo ou resíduos de poda, práticas que são ilegais e altamente perigosas. A queima controlada, quando necessária, exige autorização prévia da CETESB – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo.

Além disso, a prudência é vital ao manusear fontes de calor. As pessoas devem evitar acender fogueiras e velas perto de áreas de vegetação, pois o fogo se espalha com rapidez alarmante. Cigarros e fósforos devem ser completamente apagados e descartados em locais apropriados, nunca em acostamentos de estradas ou em matas. Contudo, a soltura de balões é um crime ambiental e deve ser veementemente evitada e denunciada.

O papel da comunidade na vigilância e denúncia

A colaboração da comunidade é indispensável na fiscalização e prevenção. Caso uma propriedade receba visitantes, recomenda-se avaliar a suspensão de acessos em dias de alto risco de incêndio. Enquanto isso, a denúncia de atividades como a fabricação e soltura de balões, queimadas irregulares ou focos de incêndio florestal deve ser feita imediatamente às autoridades competentes, contribuindo para a rápida intervenção e proteção ambiental.

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