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IPTU Guarulhos: o que muda em 2026, 2027 e 2028

O IPTU de Guarulhos ficará congelado em 2026 pelo nono ano consecutivo, após aprovação do Projeto de Lei nº 250/2025 pela Câmara Municipal em julho. A medida mantém os valores do imposto sem reajuste inflacionário para o próximo ano, porém a política de “congelamento” tem prazo de validade. Portanto, contribuintes que planejam suas finanças precisam entender o que acontecerá a partir de 2027, quando o desconto que sustenta o congelamento deixa de existir, segundo declarações de vereadores durante a votação do projeto.

O prefeito Lucas Sanches (PL) defendeu a aprovação do congelamento afirmando que a medida protege trabalhadores de um aumento acumulado. “Eu mandei esse projeto para a Câmara porque se a gente não aprovasse o congelamento do IPTU viria mais 57%, dos anos que ficaram congelados, nas costas do trabalhador. O IPTU terá zero de aumento para o próximo ano”, declarou o prefeito em julho. Assim, proprietários de imóveis em Guarulhos não verão aumento no valor do imposto em 2026.

IPTU 2026: Congelamento ou desconto? Entenda a polêmica

A vereadora Janete Pietá (PT) contestou o termo “congelamento” utilizado pelo governo municipal. “Não é congelamento, é desconto. População de Guarulhos, em 2025 (o desconto) está garantido. Em 2026 está na estimativa. Porém, a estimativa de 2027 é zero, não haverá mais desconto”, afirmou a parlamentar durante sessão na Câmara. Portanto, a diferença técnica entre os termos tem impacto prático importante para os contribuintes.

Na prática, o chamado “congelamento” funciona como um desconto anual sobre o valor atualizado do IPTU. Dessa forma, quando o desconto acabar em 2027, os imóveis que tiveram alterações (ampliações, reformas ou novas construções) poderão ter o imposto reajustado conforme a Planta Genérica de Valores. Além disso, contribuintes que atrasam o pagamento perdem o benefício do congelamento, segundo regras estabelecidas pela Prefeitura desde 2017.

Histórico do congelamento: política que começou em 2017

O congelamento do IPTU em Guarulhos começou em 2017, durante gestão anterior, e foi mantido por todos os anos seguintes. Portanto, em 2026, a política completará nove anos ininterruptos sem reajuste inflacionário no valor base do imposto. Vale lembrar que a medida surgiu como resposta a pressões populares contra aumentos tributários em período de crise econômica.

Segundo informações de projetos anteriores, o congelamento foi aprovado ano a ano pela Câmara Municipal, sempre com justificativa de proteção ao poder aquisitivo dos contribuintes. Além disso, a política se tornou bandeira eleitoral de diferentes gestões, incluindo a do ex-prefeito Guti (PSD), que governou Guarulhos até 2024. Dessa forma, manter o congelamento virou compromisso político difícil de romper, mesmo com impactos na arrecadação municipal.

O que acontece a partir de 2027

A partir de 2027, o desconto que sustenta o congelamento deixa de existir, segundo previsão orçamentária apresentada pela Prefeitura. Portanto, contribuintes podem enfrentar reajuste significativo no valor do IPTU, especialmente aqueles cujos imóveis passaram por alterações nos últimos anos. Além disso, a Prefeitura está atualizando a Planta Genérica de Valores, o que pode elevar a base de cálculo do imposto.

Vale destacar que o percentual exato do aumento ainda não foi divulgado oficialmente. Porém, considerando a inflação acumulada desde 2017, o reajuste pode ultrapassar 50%, conforme mencionou o prefeito Lucas Sanches ao defender o congelamento de 2026. Assim, proprietários de imóveis devem se preparar para aumento expressivo no custo tributário a partir de 2027.

Arrecadação municipal: R$ 3 bilhões previstos para 2026

Mesmo com o congelamento do IPTU, a Prefeitura de Guarulhos estima arrecadar mais de R$ 3 bilhões em 2026, segundo projeção orçamentária divulgada recentemente. O valor é 17% maior que o projetado para 2025, e o aumento deve ocorrer com o incremento na arrecadação de impostos e taxas municipais aprovados neste ano. Portanto, outras fontes de receita compensam parcialmente a perda com o congelamento do imposto predial.

Vale lembrar que o IPTU representa parcela significativa da arrecadação municipal, sendo fundamental para manutenção de serviços públicos como saúde, educação e infraestrutura. Dessa forma, gestores enfrentam dilema entre manter política popular de congelamento e garantir recursos suficientes para investimentos na cidade. Além disso, o fim do desconto em 2027 pode gerar impacto político negativo para a administração que estiver no poder.

Como fica o IPTU 2026 para quem atrasou pagamento

Contribuintes que atrasam o pagamento do IPTU perdem automaticamente o benefício do congelamento. Segundo regras estabelecidas pela Prefeitura, o atraso implica reajuste do valor conforme atualização da Planta Genérica de Valores. Portanto, quem deixou de pagar parcelas nos últimos anos pode enfrentar cobrança com valores superiores aos originalmente lançados.

Além disso, imóveis que passaram por reformas, ampliações ou qualquer tipo de alteração desde 2017 também estão sujeitos a reajuste, mesmo que o proprietário esteja em dia com os pagamentos. Dessa forma, o “congelamento” não é absoluto, aplicando-se apenas aos imóveis que mantiveram as mesmas características cadastrais e cujos proprietários pagaram em dia todas as parcelas.

O que fazer para se preparar

Contribuintes devem aproveitar 2026 para regularizar eventuais débitos e planejar o orçamento familiar considerando possível aumento a partir de 2027. Portanto, quem tem condições financeiras pode optar pelo pagamento em cota única com 10% de desconto, prática que a Prefeitura mantém há vários anos. Além disso, acompanhar as discussões na Câmara Municipal sobre o futuro da política tributária ajuda a antecipar mudanças.

Vale lembrar que a Prefeitura disponibiliza atendimento online para emissão de segunda via do carnê e consulta de débitos. Dessa forma, contribuintes podem verificar sua situação cadastral e identificar possíveis pendências antes que o aumento entre em vigor. Além disso, quem discorda do valor lançado pode contestar administrativamente, solicitando revisão do cálculo junto à Secretaria de Finanças.

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