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Isolamento social leva à hábitos que agravam doenças respiratórias e alergicas

Foto: Freepik

Na atual situação e com o isolamento social, muitas pessoas estão aproveitando para fazer limpeza em lugares que normalmente não são limpos. São eles, armários, prateleiras, baús, garagem, cantos úmidos, além da intensificação do convívio com animais de estimação.

“O contato com pó, poeira, mofo, fungos, pelos de animais e uso inadequado de produtos químicos fará com que as pessoas levem as mãos ao nariz, boca e olhos devido à irritação e coceira”.

Conforme explica o Dr. Gilberto Ulson Pizarro, otorrinolaringologista do Hospital Paulista. Isso ocorre especialmente com os pacientes com rinite alérgica e atópicos. Eles são os mais atingidos pela predisposição a reações de hipersensibilidade.

Com isso, o ideal para a realização da limpeza é o uso de máscara, luvas, ventilação adequada e dosagem correta dos produtos químicos. Porém, é importante lembrar sempre de evitar tocar o rosto durante o processo. Ao finalizar a tarefa, a lavagem das mãos deve ser realizada imediatamente.

“Os pacientes que tem rinite, sinusites crônicas, asma, poliposes, herpes orais ou com alguma ferida exposta nas mucosas devem avaliar a real necessidade de limpeza destes locais e verificar se outras pessoas podem ajudar ou fazer por elas essas tarefas”.

A predisposição genética aliada a uma exposição ambiental, na qual a limpeza vai expor a pessoa ao pó e demais alérgenos que podem agravar também problemas como asma e dermatite. Por isso é importante principalmente neste período de pandemia, manter controladas as doenças respiratórias crônicas.

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