A Defesa Civil de São Paulo, em parceria com técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), vistoriou 52 imóveis nesta terça-feira na região do Jaguaré, zona oeste da Capital. Desta forma, 48 residências foram liberadas para o retorno seguro das famílias, após a explosão ocorrida na tarde de segunda-feira. Contudo, quatro propriedades permanecem interditadas, evidenciando a necessidade de análises mais aprofundadas sobre suas condições estruturais.
Avaliação Estrutural e Plano de Retorno
O porta-voz da Defesa Civil, tenente Maxwell Souza, esclareceu a existência de duas frentes de avaliação distintas. Primeiramente, a polícia técnico-científica elabora um laudo detalhado para subsidiar a investigação criminal em curso. Em paralelo, a avaliação estrutural visa garantir a segurança dos imóveis e, por conseguinte, o retorno das pessoas às suas casas, priorizando a integridade física dos moradores.
As vistorias realizadas na Rua Doutor José Benedito Moraes Leme atestaram que os imóveis liberados não apresentam riscos estruturais iminentes. Além disso, as concessionárias Sabesp e Comgás acompanharam os técnicos para avaliar os danos específicos em suas redes e determinar o ressarcimento adequado às famílias afetadas por eventuais prejuízos. Dessa forma, busca-se um atendimento integrado e eficiente.
Classificação de Risco para Imóveis
De acordo com o porta-voz, as residências vistoriadas são catalogadas em quatro níveis distintos, conforme o risco de desabamento. No nível Verde, o imóvel está totalmente liberado, permitindo o retorno imediato das famílias. Já o nível Amarelo indica que os moradores podem retirar seus pertences, embora o retorno permanente não seja recomendado sem ajustes.
Ademais, no patamar Laranja, as famílias precisam de acompanhamento da Defesa Civil para realizar a retirada de roupas e objetos pessoais, devido a um risco moderado. Por outro lado, no nível Vermelho, a residência fica totalmente interditada em função do alto risco de desabamento, exigindo ações urgentes e preventivas. O trabalho conjunto das equipes da Defesa Civil, IPT e concessionárias prossegue nas demais ruas afetadas.
Acolhimento e Ampliação do Auxílio Emergencial
O Governo de São Paulo, por meio da Defesa Civil e do Fundo Social, atua de forma integrada com a Sabesp e Comgás no atendimento às famílias impactadas pela explosão na zona oeste da capital. Desde o incidente, equipes do Governo de SP realizam vistorias contínuas, oferecem acolhimento social e distribuem kits de ajuda humanitária. Estes kits incluem cobertores, colchões, roupas, cestas básicas e itens de higiene essenciais.
Um posto de atendimento aos desabrigados e suporte às famílias mantém-se ativo na região. O tenente Maxwell de Souza ressaltou a importância do diálogo diário com os moradores para atender às suas necessidades e atualizá-los sobre cada etapa das vistorias. “Assim que tivermos segurança, os moradores serão autorizados a entrarem em suas residências, dependendo de cada caso”, afirmou ele, enfatizando o cuidado humanitário.
Até a tarde desta terça-feira, 194 pessoas foram cadastradas para receber auxílio emergencial, cujo valor inicial de R$ 2 mil foi ampliado para R$ 5 mil. Além disso, as famílias desalojadas estão sendo acolhidas em hotéis, recebendo acompanhamento conjunto das equipes das empresas envolvidas, garantindo um suporte completo neste momento delicado.
Compromisso com a Reconstrução
A diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Sabesp, Samanta Souza, enfatizou a prioridade na assistência integral aos afetados. Ela mencionou o acompanhamento médico e psicológico, bem como o suporte financeiro emergencial, enquanto os prejuízos individuais são calculados. “Vamos fazer isso o mais rápido possível para possibilitar que as pessoas possam retomar às suas rotinas, voltar ou recuperar seus lares”, explicou, reforçando o compromisso.
Paralelamente, o Diretor de Relações Institucionais da Comgás, Bruno Dalcolmo, destacou a busca por alternativas de moradia mais permanentes, que não se limitem exclusivamente a hotéis. Tal medida visa proporcionar maior segurança e conforto às pessoas que tiveram suas vidas profundamente afetadas, assegurando que recebam o cuidado necessário daqui para frente, atendendo aos seus próprios interesses e necessidades de longo prazo.

