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Lula condena detenção de ativista brasileiro em Israel; Brasil e Espanha exigem libertação

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta terça-feira, 5 de maio, que a detenção do ativista brasileiro Thiago Ávila em Israel configura uma ação injustificável. Ávila foi preso em 30 de abril, a bordo da Flotilha Global Sumud, que tentava romper o bloqueio à Faixa de Gaza, sendo interceptada por forças israelenses em águas internacionais, próximo à costa grega, gerando preocupação diplomática e condenação por parte do governo brasileiro.

Conforme manifestado por Lula em suas redes sociais, manter a prisão do cidadão brasileiro, integrante da flotilha, representa uma afronta ao direito internacional e deve ser condenada por todos. Dessa forma, a detenção inicial dos ativistas em águas internacionais já havia levantado sérias questões sobre a legalidade da operação israelense, acentuando a tensão diplomática na região.

Ação Diplomática Conjunta e Exigência de Soltura

O governo brasileiro, juntamente com o da Espanha, que também teve um cidadão detido na mesma operação, exige garantias plenas de segurança e a libertação imediata dos ativistas. Além de Ávila, o espanhol Saif Abu Keshek foi levado para Israel, enquanto mais de 100 ativistas pró-palestinos foram direcionados para a ilha grega de Creta, evidenciando a amplitude da intervenção.

A prisão preventiva de Ávila e Abu Keshek, inclusive, foi prorrogada até esta terça-feira, intensificando a pressão internacional sobre Israel. Portanto, a posição enfática de ambos os países reforça a necessidade de se respeitarem as normas internacionais de navegação e os direitos humanos dos envolvidos na missão humanitária.

A Missão da Flotilha Global Sumud e o Bloqueio a Gaza

Os ativistas faziam parte de uma segunda flotilha da Global Sumud, lançada com o objetivo primordial de romper o bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza, mediante a entrega de assistência humanitária. Os navios, que zarparam de Barcelona em 12 de abril, representam um esforço contínuo da sociedade civil para aliviar a crise humanitária na região palestina.

Acusações de Israel e Precedentes

As autoridades israelenses justificaram a prisão sob suspeita de crimes graves, que incluem assistência ao inimigo em tempo de guerra, contato com agente estrangeiro, associação e prestação de serviços a uma organização terrorista, além de transferência de propriedade para uma organização terrorista. Contudo, críticos internacionais questionam a validade dessas acusações em face da natureza humanitária da missão.

Em outubro do ano passado, militares israelenses já haviam abordado uma flotilha da mesma organização, resultando na prisão de mais de 450 participantes, incluindo a ativista sueca Greta Thunberg. Este histórico reincidente de interceptações e detenções sublinha a persistência do conflito e os desafios enfrentados por iniciativas que buscam romper o bloqueio imposto a Gaza.

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