O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugeriu nesta terça-feira (21), durante visita oficial a Portugal, que o Prêmio Nobel da Paz seja rapidamente concedido ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visando o encerramento dos numerosos conflitos globais e a promoção da paz mundial.
A declaração de Lula faz referência às repetidas manifestações de Trump, que, segundo o presidente brasileiro, brinca sobre ter finalizado diversos conflitos e ainda não ter recebido o prestigioso prêmio. Contudo, Lula argumenta que a concessão seria uma estratégia para garantir a tranquilidade global e o fim das hostilidades persistentes.
Críticas ao Cenário Global e Defesa do Multilateralismo
Em seus discursos recentes, ecoando um tema constante de sua agenda internacional, o presidente Lula ressaltou o alarmante aumento de conflitos, afirmando que o mundo vivencia a maior quantidade de guerras desde a Segunda Guerra Mundial. Entretanto, ele lamentou a ausência de uma instituição internacional com capacidade efetiva para mediar e promover a paz.
Além disso, o líder brasileiro reiterou sua conhecida defesa do multilateralismo e sua oposição veemente ao unilateralismo e ao protecionismo. Ele enfatizou que sua jornada internacional busca promover reformas no Conselho de Segurança das Nações Unidas, buscando restaurar o propósito original da organização, estabelecida em 1945.
Consequentemente, Lula criticou a inabilidade das instituições existentes em contemporizar e harmonizar as relações internacionais, permitindo a proliferação de conflitos. A modificação do estatuto da ONU seria, portanto, essencial para que a entidade pudesse cumprir sua função primordial de garantir a paz e a segurança globais.
Agenda Internacional e o Apelo à Paz
A proposta de Lula foi feita em meio a uma série de compromissos internacionais pela Europa, que já incluiu passagens pela Espanha e Alemanha. Após concluir sua agenda em Portugal, o presidente tem previsto seu retorno à capital brasileira, Brasília, onde deverá dar continuidade à sua gestão.
Anteriormente, o presidente já havia classificado o conflito no Oriente Médio como uma ‘guerra da insensatez’, reiterando sua preocupação com o impacto das hostilidades. Por outro lado, ele também afirmou que as populações mais pobres não deveriam arcar com as consequências da irresponsabilidade gerada pelas guerras, um tema recorrente em suas declarações sobre política externa.

