O Ministério da Saúde divulgou na semana passada novas recomendações sobre o uso de máscaras. Diante do agravamento da pandemia da Covid-19 as autoridades mudaram o tom sobre o equipamento de proteção.
A medida que antes era considerada precipitada, passou a ser cotada como principal aliada no combate à exposição e contágio com a doença por vias respiratórias. Mas, troca deve ser feita a cada duas horas, segundo especialistas.
Autoridades de saúde reforçam que máscaras não devem ser compartilhadas, mesmo às de tecido lavável. Porém, a lavagem deve ser feita com frequência, numa mistura de sabão neutro e água, e depois de seca, passada com ferro.
Desde a semana passada, não só pacientes do grupo de risco, como idosos, profissionais de saúde e portadores de comorbidades (associação de duas ou de várias doenças que aparecem de modo simultâneo num mesmo paciente), mas, todos devem usar máscaras ao precisarem sair de casa.
Com essas medidas foi dado aval para produção em larga escala de máscaras caseiras. Para isso, algumas recomendações como tecido e medidas devem ser seguidos por quem está produzindo em grande escala para vender ou doar.
A produção deve ser com tecido de algodão, tricoline, TNT ou e até peças de roupa desde que, com esses tecidos. De camada dupla, medidas corretas cobrindo totalmente a boca e nariz, presa as orelhas com fitas ou elásticos.
Quem vende
As irmãs Daiane Peixoto e Thais Azevedo, do Jardim Tranquilidade contam com a ajuda de mais uma pessoa e produzem máscaras diariamente. De acordo com elas, a procura está grande e é possível ter uma boa margem nos ganhos com a venda das peças.
“Já possuímos uma renda através do artesanato com a produção de laços para cabelo e um de nossos clientes nos sugeriu a produção de máscaras. Decidimos começar a produção e, em 5 dias receberam cerca de 200 encomendas. Nossa loja vende artigos para artesanato e está fechada. Mas, pelo WhatsApp e pelas redes sociais conseguimos atender. Todas as máscaras seguem as recomendações do Ministério da Saúde, com camada dupla e tecido de algodão”.
Quem doa
A filha Larissa Marcondes e sua mãe Ester Marcondes, do Maia, já trabalhavam com costura e tinham matéria-prima parada em casa. Elas decidiram então, adaptar a produção antes ainda da abertura do Ministério da Saúde sobre uso de máscaras caseiras.
“Já doamos mais de 500 máscaras, produzimos por dia 50 unidades e temos mais 120 solicitações na lista de espera, o tecido é lavável e 100% algodão. Já compramos mais matéria prima com recursos que as pessoas nos dão como valor simbólico, não temos objetivo de vender nem cobrar nada, mas, através dessa ajuda e de uma vaquinha virtual que fizemos na internet nós estamos produzindo cada vez mais para doar“.
Quem Vende e Doa
A arquiteta Kelly Toledo e a aeromoça Fernanda Lopes, são amigas e moradoras da capital paulista. Elas estão afastadas do trabalho durante a pandemia e em casa, decidiram começar a produção de máscaras para venda mas, quando viram a campanha da Prefeitura de Guarulhos, decidiram que também doariam.
“Nós nos dividimos assim: uma produz e a outra faz o marketing e as entregas. A gente acaba ajudando o meio ambiente com máscaras laváveis, tem gente que não se preocupa com isso. A cada uma máscara que vendemos doamos outra, tem bastante procura e muita saída também. Na semana que vem faremos as entregas para o programa da Prefeitura de Guarulhos”.
As entrevistadas pela reportagem GO relataram que tem recebido a procura de quem está no grupo de risco ou conhece alguém que pertence ao mesmo grupo. Mas, há também, profissionais de saúde que pedem máscaras para quando estão fora do horário de trabalho e precisam se blindar de qualquer contaminação.

