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Ministério da Saúde suspende vacinação contra Covid-19 em adolescentes

Foto: Fábio Nunes Teixeira/PMG

Governo de São Paulo diz que vai manter a imunização neste público

O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (16) que vai suspender a vacinação de adolescentes entre 12 e 17 anos de idade sem comorbidades. A imunização deste público que está acontecendo nesta etapa da vacinação contra Covid-19 em várias cidades do país.

Mas, em razão da observação de ‘eventos adversos’, o Ministério adotou a medida. Cerca de 3,5 milhões de pessoas neste grupo já foram vacinadas no Brasil, mas cerca de 1,5 mil teriam apresentaram sintomas fora do padrão observado após receberem a vacina.

A decisão estaria embasada nas orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) de não recomendar a imunização de adolescentes. A tese é de que essa faixa etária teria poucos casos graves e faltam estudos sobre a vacinação nesse grupo.

A nova diretriz prevê que o adolescente com comorbidade receba as duas doses, mas aquele que já tomou uma dose não complete o ciclo vacinal. O imunizante recomendado pela Anvisa para este público é a vacina da Pfizer, que está sendo aplicado em Guarulhos.

No entanto, o governo paulista afirmou que vai seguir com a imunização, mesmo com a nova posição do Ministério da Saúde. Veja a íntegra da nota a seguir:

“O Governo de SP informa que continuará vacinando os adolescentes de 12 a 17 anos de idade por recomendação do Comitê Científico do Estado. A imunização começou em SP no dia 18 de agosto e já foram imunizadas cerca de 2,4 milhões de pessoas, ou seja, 72% deste público.

SP lamenta a decisão do Ministério da Saúde, que vai na contramão da orientação do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) e de autoridades sanitárias de outros países. A vacinação nessa faixa etária já é realizada nos EUA, Chile, Canadá, Israel, França, Itália, dentre outras nações.

A medida cria insegurança e causa apreensão em milhões de adolescentes e famílias que esperam ver os seus filhos imunizados, além de professores que convivem com eles. Coibir a vacinação integral dos jovens de 12 a 17 anos é menosprezar o impacto da pandemia na vida deste público.

Três a cada dez adolescentes que morreram com Covid-19 não tinham comorbidades em São Paulo. Este grupo responde ainda por 6,5% dos casos e, assim como os adultos, está em fase de retomada do cotidiano, com retorno às aulas e atividades socioculturais.

Infelizmente, e mais uma vez, as diretrizes do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde chegaram com atraso e descompassadas com a realidade dos estados, que em sua maioria já estão com a vacinação em curso.”

*Atualizada às 16h50 de 16/09

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