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Mortes por coronavírus em SP triplicam em quinze dias

Forças Armadas promovem ação de desinfecção no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), uma das medidas adotadas para prevenir a contaminação pelo novo coronavírus - Foto: Marcello Casal Jr

Nesta terça-feira (21), o Estado de São Paulo registra 1.093 mortes pelo novo coronavírus, número cerca de três vezes maior que o verificado há quinze dias. Em 7 de abril, eram 371 mortes. 

Já são 97 cidades com pelo menos uma vítima fatal da COVID-19, 136% mais que que duas semanas atrás, quando eram 41 municípios. Nesse período, houve ainda aumento de 170% no número de infectados.

São 15.385 casos confirmados da doença, até o momento, em 239 cidades. No dia 7 de abril, eram 5.682 casos, em 121 municípios. Há também cerca de 6 mil pacientes, suspeitos e confirmados, internados em UTI e enfermarias de hospitais de SP.


Perfil da mortalidade

Entre as vítimas fatais, estão 642 homens e 451 mulheres. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 77,8% das mortes. Observando faixas etárias subdividas a cada dez anos, nota-se que a mortalidade é maior entre 70 e 79 anos (284 do total), seguida por 60-69 anos (243) e 80-99 (234).

Também faleceram 90 pessoas com mais de 90 anos. Fora desse grupo de idosos, há também alta mortalidade entre pessoas de 50 a 59 anos (130 do total), seguida pelas faixas de 40 a 49 (65), 30 a 39 (36), 20 a 29 (8) e 10 a 19 (3). 

Os principais fatores de risco associados à mortalidade são cardiopatia (61,5% dos óbitos), diabetes mellitus (42,9%), pneumopatia (14,2%), doença neurológica (11,7%) e doença renal (10,8%). Outros fatores identificados são imunodepressão, obesidade, asma e doenças hematológica e doença hepática. Esses fatores de risco foram identificados em 928 pessoas que faleceram por COVID-19 (84,9% do total).

*Dados atualizados pelo estado de São Paulo em 21/04 às 14h

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