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Mulheres do Campo e Diversidade Alimentar: Ministra Destaca Impacto na Mesa Brasileira

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiavelli, primeira mulher a ocupar o cargo, destacou recentemente a contribuição fundamental das mulheres rurais para a diversidade alimentar no Brasil. Participando do programa Bom Dia, Ministro da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), ela afirmou que a atuação feminina no campo enriquece significativamente a variedade de alimentos disponíveis à população, consolidando sua presença essencial no setor.

Mulheres do Campo e a Diversificação da Mesa Brasileira

Embora o número de mulheres rurais nas propriedades seja estatisticamente equilibrado em comparação com o de homens, a ministra Machiavelli ressaltou que elas se sobressaem na produção de alimentos diversificados. Ao contrário da agricultura empresarial, que tipicamente se concentra em poucas variedades de grãos e carnes, a agricultura familiar, impulsionada majoritariamente pelas Mulheres do Campo e Diversidade Alimentar, cultiva mais de 400 tipos de alimentos.

Nesse sentido, grande parte da oferta abundante de pratos diversificados e coloridos que chegam à mesa dos brasileiros é cultivada prioritariamente por essas mulheres, muitas delas através de seus ‘quintais produtivos’. Ademais, programas federais têm sido desenvolvidos para estruturar essa produção doméstica, atendendo a reivindicações históricas da Marcha das Margaridas e fortalecendo a economia local.

Apoio e Superação de Desafios

O governo federal já estruturou mais de 103 mil quintais para mulheres, um reconhecimento da dupla jornada que enfrentam. Além do trabalho produtivo no campo, as mulheres rurais frequentemente assumem a totalidade das tarefas domésticas e de cuidado, o que Machiavelli denominou ‘trabalho reprodutivo’, gerando sobrecarga e desafios para a conciliação dessas atividades.

Dessa forma, escutando as necessidades das trabalhadoras da agricultura familiar, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) identificou a lavagem de roupas como uma das tarefas mais árduas e demoradas. Consequentemente, com a colaboração de cooperativas, foram implementadas lavanderias coletivas agroecológicas em diversas comunidades, como a pioneira no Assentamento Mulugunzinho, em Mossoró (RN).

Inovação e Acesso para o Bem-Viver Rural

Estas lavanderias coletivas, equipadas com máquinas industriais e geridas por associações de mulheres, representam mais do que uma facilidade para o dia a dia. Elas incluem espaços como brinquedotecas, permitindo que as mães lavem roupas enquanto seus filhos brincam, e se tornam pontos de encontro para discussões comunitárias e apoio mútuo, promovendo o ‘acesso ao bem viver’ para essas famílias.

Paralelamente, a ministra enfatizou a importância do acesso a máquinas e equipamentos no meio rural, tal qual na zona urbana, para poupar tempo e reduzir a penosidade do trabalho. Portanto, além das lavanderias, a demanda por roçadeiras e outras tecnologias que aumentam o rendimento da produção e diminuem o esforço físico é uma prioridade, visando otimizar a vida e o trabalho das Mulheres do Campo e Diversidade Alimentar.

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