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No dia mundial de higienização das mãos, estado de SP desloca verba de saneamento para coronavírus

Foto: Reprodução

Nesta terça-feira (05) de maio é comemorado o dia mundial da higienização das mãos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Nunca antes, essa data foi tão significativa. A prática é uma das medidas de combate na prevenção de contágio e expansão da Covid-19.

Mas, o Governo do Estado de São Paulo anunciou ontem (04) o investimento de R$ 300 milhões do Fundo de Saneamento para o combate ao coronavírus. Os recursos são provenientes dos rendimentos da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

A medida é contraditória. De acordo com Eduardo Pacheco, Engenheiro Sanitarista e idealizador do Portal do Saneamento e Tratamento de Água, esse acesso não chega à todos. Mesmo no estado mais rico do país, ainda há que se levar a questão com mais seriedade.

“Não dá para desassociar coronavírus de saneamento básico, apesar de São Paulo ser o estado mais rico, ainda existem regiões que não tem água e esgoto encanados, como garantir por exemplo, que essas pessoas tenham água potável para lavar as mãos?”, indaga.

O rodízio de água, a perda e a má qualidade da água que chega em algumas regiões extremas da cidade, dificultam o acesso das pessoas ao que deveria ser básico. Em sua maioria, elas já estão em vulnerabilidade social e esse recurso é primordial no combate à pandemia.

Além disso, Pacheco, aponta que estudos sobre a Covid-19, revelam que já possível dizer que há transmissão da doença pelas fezes. O que portanto, é mais um agravante no combate à doença, já que a falta de tratamento de esgoto é uma realidade no Brasil.

Para se ter uma ideia, o Ranking do Saneamento 2020 do Instituto Trata Brasil, cerca de 35 milhões de brasileiros não tem acesso à água encanada. E só 46% do esgoto gerado nos país é tratado. Guarulhos ocupa a posição 76 nesse levantamento.

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