A nova adutora Santos-Guarujá, crucial para a segurança hídrica da Baixada Santista, alcança sua fase final de instalação. Esta infraestrutura subaquática, com capacidade para transportar 500 litros de água tratada por segundo, visa reforçar o abastecimento de mais de 450 mil pessoas no Guarujá e regiões adjacentes. O projeto, um investimento de R$ 134,7 milhões da Sabesp, integra o ambicioso ciclo pós-desestatização da companhia, promovido pelo Governo de São Paulo.
Obras Aceleram Abastecimento no Litoral
As obras da Travessia Subaquática Santos-Guarujá estão em etapa conclusiva após a bem-sucedida instalação dos tubos da nova adutora. Este empreendimento estratégico da Sabesp garante um reforço significativo na capacidade de distribuição de água tratada, além disso, amplia a segurança hídrica para toda a região da Baixada Santista, atendendo às crescentes demandas locais de forma sustentável e eficiente.
Investimento Estratégico e Universalização
Este projeto, com um aporte de R$ 134,7 milhões, integra o robusto ciclo de investimentos da Sabesp, que seguiu a desestatização da companhia. No ano de 2025, por exemplo, a empresa destinou R$ 15,2 bilhões para infraestrutura, um aumento de 120% em comparação aos R$ 6,9 bilhões registrados no ano anterior. Tais investimentos visam antecipar a universalização do acesso à água e ao esgotamento sanitário nos municípios atendidos, com meta estabelecida para 2029.
Detalhes da Travessia Subaquática
A nova adutora possui uma extensão total de 5,56 quilômetros, dos quais aproximadamente 1,5 quilômetro constitui a travessia subaquática sob o estratégico canal do Porto de Santos. Esta estrutura vital interligará o sistema de abastecimento da Estação de Tratamento de Água (ETA) Cubatão diretamente ao sistema de distribuição de Vicente de Carvalho, no Guarujá, ampliando substancialmente a capacidade de transporte de água tratada para o município, sem impactar Santos ou Cubatão.
Trajeto da Adutora em Santos
O percurso da nova adutora inicia-se em Santos. A água produzida na ETA Cubatão é primeiramente direcionada aos reservatórios da Sabesp e, então, a partir do reservatório do Saboó, é conduzida pela nova estrutura. Na cidade, a tubulação segue pela movimentada Avenida Martins Fontes e pela Avenida Antônio Prado, perpassando a região adjacente ao cais do porto.
Ao longo desse trecho inicial, a adutora passa pelas proximidades de pontos históricos e turísticos, como o Museu Pelé e o Museu do Café. Contudo, é na altura do Outeiro de Santa Catarina que a tubulação mergulha, passando a ficar sob a superfície da água e dando início à desafiadora travessia subaquática do canal do Porto de Santos.
Chegada ao Guarujá e Conexão Vital
Após cruzar o canal submerso, a adutora emerge no Guarujá pela Rua Visconde de Mauá, no bairro de Vicente de Carvalho. O traçado subsequente continua pela Avenida Castelo Branco, acessa a Rua São Paulo e finaliza na Rua Ernestina Amadéo dos Santos, onde se conecta ao reservatório local que abastece a região, atualmente suprido pela ETA Jurubatuba. Dessa forma, a nova estrutura complementará a rede já existente.
Esta obra representa a segunda travessia subaquática sob o canal do Porto de Santos. A nova estrutura adiciona-se à adutora já operacional que liga os bairros Ponta da Praia, em Santos, e Vila Lígya, em Guarujá. Esta adutora preexistente, inclusive, também transporta até 500 litros de água por segundo para o abastecimento da Ilha de Santo Amaro, demonstrando a complexidade e interconexão do sistema local.
Tecnologia de Ponta Garante Segurança e Eficiência
Durante a execução das obras, a Sabesp implementou o uso do cachorro-robô DOM, um equipamento de alta tecnologia controlado remotamente. Este robô é empregado para realizar inspeções detalhadas em tubulações, galerias e ambientes confinados, minimizando a exposição humana a riscos. Assim, a companhia assegura a integridade das instalações e a segurança de seus colaboradores, refletindo um compromisso com a inovação.
O robô DOM está equipado com sensores de detecção de gases, uma câmera de alta definição e um sistema de iluminação potente, permitindo uma avaliação precisa das condições internas dos ambientes. Com autonomia de duas horas e baterias removíveis, o equipamento é operado por profissionais treinados, que recebem dados em tempo real, contribuindo decisivamente para o acompanhamento contínuo das redes operadas e o andamento das obras.

