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Monitoramento de Mananciais São Paulo: Nova Metodologia Otimiza Segurança Hídrica na RMSP

Agência SP

A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (ARSESP) publicou nesta segunda-feira (22) uma metodologia atualizada para o monitoramento da segurança hídrica na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). Anunciada previamente pelo Governo de São Paulo na última sexta-feira (19), a medida visa aprimorar a gestão dos mananciais, incorporando contribuições de consultas públicas, novas projeções hidrológicas e a experiência acumulada no primeiro ano de aplicação.

Novas Ferramentas para o Sistema Cantareira

Uma das principais modificações introduzidas consiste na criação de uma curva específica para o monitoramento do Sistema Cantareira. Este sistema é considerado estratégico, pois representa metade da capacidade total de armazenamento do Sistema Integrado Metropolitano (SIM) e, além disso, exibe um comportamento distinto em comparação com os demais componentes do SIM. A inclusão desta nova faixa, portanto, potencializa a capacidade de análise de forma significativa.

A Secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, explicou a relevância da medida para o monitoramento dos mananciais. ‘Percebemos que as chuvas no Cantareira foram diferentes e abaixo da média de outros sistemas’, afirmou Resende. ‘Dada a representatividade, é fundamental dar destaque a ele, sem deixar de observá-lo dentro do Sistema Integrado Metropolitano, constituindo uma ferramenta adicional de robustecimento para garantir o equilíbrio entre os mananciais e a prestação dos serviços.’

As duas curvas de monitoramento, a do Cantareira e a geral do SIM, serão analisadas em conjunto. Contudo, caso indiquem faixas distintas, a condição mais crítica prevalecerá, assegurando maior prudência para proteger o abastecimento. Esta abordagem reforça a segurança hídrica na região metropolitana do estado, priorizando a prevenção de cenários adversos com uma visão mais detalhada.

Base de Dados Ampliada e Transparência na Gestão

Adicionalmente, um ponto crucial da atualização é a adoção de uma base de dados mais abrangente, a qual considera a série histórica do comportamento hidrológico dos últimos quinze anos. Esse período, por sua vez, engloba eventos climáticos significativos, como El Niño e La Niña, inclusive diante da previsão de ocorrência desses fenômenos nos próximos meses. Desse modo, a medida permite uma análise mais precisa de períodos secos, chuvosos e intermediários, otimizando o monitoramento de mananciais.

Aprimoramento da Análise Hidrológica

A ampliação da base histórica contribui para tornar as projeções mais consistentes e alinhadas ao comportamento real do ciclo hidrológico. Conforme a Secretária Natália Resende destacou, ‘estamos aperfeiçoando a metodologia para focar sempre em prevenção, contingência e na melhoria contínua da segurança e resiliência hídrica do estado de São Paulo’. Além disso, essa análise detalhada é vital para antecipar tendências e planejar ações preventivas no monitoramento de mananciais.

Definição de Faixas de Atuação

A forma de anúncio da faixa vigente também foi modificada, passando a ser definida em reunião mensal do Comitê de Integração das Agências. A emissão de uma nota técnica no último dia do mês em análise formalizará a decisão. As faixas de atuação em si não foram alteradas, variando de 1 a 7, e estabelecem o Regime Diferenciado de Abastecimento (RDA), a gestão de demanda noturna e o rodízio entre regiões, acompanhadas de medidas de comunicação e suporte à população.

Resiliência Hídrica e Investimentos Futuros

A metodologia de gestão hídrica em São Paulo demonstrou ser fundamental para a preservação do Sistema Integrado Metropolitano. Um exemplo notável é a Gestão de Demanda Noturna (GDN), uma das medidas adotadas para a preservação dos reservatórios desde agosto de 2023, que já economizou mais de 158 bilhões de litros. Esse volume equivale ao consumo mensal de aproximadamente 27,65 milhões de pessoas, superando a população da Região Metropolitana.

Paralelamente ao trabalho de gestão hídrica, o Governo de São Paulo também anunciou investimentos substanciais em obras de resiliência. As intervenções visam trazer água nova para o Sistema e ampliar a segurança hídrica do Estado. Entre as entregas realizadas até o final de 2025 pela Sabesp, destacam-se a Transferência Itapanhaú, que adiciona 2 mil litros por segundo, e a Transferência Guaratuba, com acréscimo de 200 litros por segundo. Além disso, R$ 525 milhões estão sendo investidos na implantação de 31 reservatórios, expandindo a capacidade em 202.500 metros cúbicos na RMSP, o que fortalece ainda mais o monitoramento de mananciais.

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