Cerca de 70 ônibus foram depredados entre quinta-feira (12) e domingo (15) de junho em São Paulo e região do ABC, segundo relatórios internos das empresas de transporte. Os ataques ocorreram através de pedradas e objetos lançados contra coletivos em movimento, causando danos em vidros, elevadores para cadeirantes e lataria. A SPTrans confirmou oficialmente que diversas empresas tiveram veículos atingidos e acionou a Polícia Militar. Apesar dos ataques coordenados, o sistema de transporte público opera normalmente nesta segunda-feira (16).
As empresas de ônibus informaram que farão relatórios para entregar às polícias e não descartam ações criminosas coordenadas. Além disso, alertaram que existe risco real de desfalque nas linhas caso os ataques continuem. Dessa forma, a situação pode afetar diretamente passageiros que dependem do transporte público na região metropolitana, incluindo Guarulhos.
Ônibus depredados São Paulo e ABC enfrentam ataques coordenados
Os ataques apresentaram características similares em diferentes regiões, sugerindo coordenação entre as ações criminosas. Consequentemente, empresas como Transunião, Viação Metrópole Paulista, Express Transportes Urbanos, UpBus, Radial Transporte Coletivo, MobiBrasil, Viação Grajaú, A2 Transporte, Transwolff, Via Sudeste e Transppass registraram veículos danificados.
No ABC Paulista, as cidades de Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema, Mauá e Ribeirão Pires também registraram ataques a ônibus. Simultaneamente, empresas como Viação Guaianazes, Suzantur, NEXT Mobilidade e BR7 Mobilidade tiveram coletivos atingidos. Portanto, a região metropolitana enfrentou uma onda generalizada de vandalismo contra o transporte público.
Os ataques ocorreram principalmente na noite de sábado (14), atingindo zonas Sul, Sudeste, Oeste, Centro e Leste de São Paulo. Ademais, até mesmo os trólebus do Corredor ABD, que ligam o ABC à capital, foram alvos dos criminosos. Por conseguinte, a situação demonstra a amplitude das ações coordenadas.
Ataque a ônibus pode gerar desfalque no transporte
As empresas alertaram que reparos podem demorar de dois a três dias, dependendo do dano causado aos veículos. Assim sendo, existe risco real de falta de ônibus em algumas linhas caso os ataques persistam. A frota reserva das empresas urbanas representa apenas 10% a 20% da frota total de cada garagem.
Para minimizar impactos, as empresas remanejam ônibus entre linhas quando necessário. Entretanto, esta medida tem limitações, especialmente quando muitos veículos precisam de reparos simultaneamente. Por isso, passageiros de Guarulhos que utilizam linhas metropolitanas para São Paulo e ABC podem ser afetados.
A SPTrans emitiu nota oficial lamentando e repudiando os atos de vandalismo. “A Secretaria de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans lamentam e repudiam os atos de vandalismo que prejudicam a população, como os registrados neste fim de semana”, informou o órgão. Além disso, confirmou que acionou a Polícia Militar devido à depredação dos coletivos.
Felizmente, não houve feridos com gravidade nos ataques, apenas alguns cortes superficiais causados por estilhaços de vidro. Contudo, a situação preocupa autoridades e empresários do setor de transporte público. Finalmente, os ataques coordenados representam um desafio significativo para a segurança do transporte coletivo na região metropolitana.
As áreas mais afetadas incluíram a Avenida Marechal Tito na Zona Leste, proximidades do CEU Vila Curuçá, regiões de Lauro Gomes e Djalma Dutra em São Bernardo do Campo. Igualmente, Diadema, Santo André e várias avenidas da capital paulista registraram ocorrências similares durante o fim de semana.

