Com a colaboração de Alberto Furtado
Durante o dia, o mercado financeiro foi abalado por quatro das notícias mais importantes desta quinta-feira (18). A Bolsa de valores de São Paulo reverberou o anúncio da prisão de Fabrício Queiroz, ex assessor do senador Flávio Bolsonaro.
Queiroz foi prezo na manhã de hoje em Atibaia, interior de São Paulo e foi conduzido pela polícia Federal à carceragem no Rio de Janeiro. Ele é amigo do Clã Bolsonaro e é suspeito no esquema de rachadinhas, que consiste na devolução de salários públicos.
Além disso, o agora ex Ministro da Educação, Abraham Weintraub, deixou o cargo nesta tarde por meio de uma carta, que leu ao lado do Presidente Jair Bolsonaro. A permanência dele ficou insustentável, depois das ofensas públicas ao STF em abril.
Outro fator que movimentou os ânimos foi a leve queda das Bolsas mundiais por causa de rumores de uma nova onda de casos de Covid-19. Há incidência de notificações em países como a China que já passaram pelo pico da pandemia e novamente registram casos.
A incerteza e a insegurança do chamado efeito ‘W’ do coronavírus pelo mundo derrocaram o índice Daw Jones nos Estados Unidos. E ainda, os indicadores econômicos potencializaram as expectativas negativas na recuperação da economia.
O mercados refletem as incertezas políticas e tendem a alavancar ainda mais a moeda americana aqui no Brasil. O dólar comercial fechou hoje em R$ 5,38 e registrou a 7º alta consecutiva. Além disso, o imbróglio em Brasília atrapalha a confiança dos investidores no potencial brasileiro mais que o coronavírus.

